A 62ª Conferência de Segurança de Munique, que acabou no domingo, mostrou claramente o que já acontecera no ano passado; os norte-americanos estão-se nas tintas para a
Europa.
José Luís Carneiro era deputado e secretário-geral adjunto do Partido Socialista quando votou a favor do fim dos debates quinzenais na Assembleia da República. O PS esteve oito anos no poder, dois com maioria absoluta, e não deixou nenhuma reforma estrutural.
A recente exposição mediática em torno dos chamados Ficheiros Epstein voltou a colocar a violência sexual no centro do debate público. No entanto, a forma como este tema tem sido tratado levanta sérias preocupações. As vítimas não são matéria-prima para cliques, audiências ou likes.
O livro de Sinclair Lewis, de 1935, “Não pode acontecer aqui”, relatava como a América do Norte podia perder a sua democracia e tornar-se uma ditadura.
Dias um e oito de fevereiro os portugueses voltam às urnas para fechar em definitivo as presidenciais de 2026. Nos últimos sete anos, se excluirmos eleições autárquicas, fomos às urnas oito vezes e com a segunda volta destas presidenciais, nove. Delimitei este exercício de memória em sete anos não p
O Estado — não só, mas também — impõe a infantilização porque, sem memória, os adultos tornam-se incapazes de pensar por si próprios. A infantilização não é apenas uma escolha retórica, é também um ataque à democracia. E Portugal transformou-se num enorme parque infantil.
Há 40 anos, sonhava-se com a Europa. Hoje, sonha-se com algo muito mais básico: ter futuro. Antes de mais, estar vivo. Ter um planeta habitável. Ter uma casa. Ter segurança económica mínima. Voltámos ao essencial dos essenciais. Talvez seja este o sinal mais inquietante de todos: passámos do sonho d
Quantas pessoas perderam a vida nos protestos populares deste último mês no Irão? Dez mil? Vinte mil? Trinta mil? Na falta de investigação independente, é difícil estabelecer um número preciso.
O país ouviu André Ventura dizer que um dos seus imperativos era devolver os valores cristãos à sociedade portuguesa. Sendo uma nobre intenção, perguntei-me logo: mas a que valores se estará a referir?
As pessoas LGBTQIA+ enfrentam desafios específicos, como discriminação e estigma, o que pode comprometer a sua saúde mental. Criar um ambiente seguro e assegurar a sua visibilidade são algumas das peças fundamentais que fomentam a esperança e protegem esta população.
DAVOS é a cidade onde decorre o Fórum Económico Mundial, um “think tank” não governamental que reúne desde 1971 para discutir problemas mundiais. TACO é a abreviatura de “Trump Always Chickens Out” – “Trump acaba sempre por ter medo (e recuar)”.
Foi o chocolate do Dubai, o morango do amor e agora é o cheesecake japonês (que, na realidade, de cheesecake não tem nada). Dois ingredientes, poucos minutos de preparação, vídeos perfeitos para redes sociais. Uau, que incrível! Likes a disparar, comentários do género “vou tentar hoje mesmo!” e,
No “Hamlet”, Shakespeare refere-se aos males do país no século XVI. Hoje, século XXI, o podre que assusta os dinamarqueses vem de fora, dos Estados Unidos.
Será que os líderes europeus estão finalmente dispostos a sair da postura tíbia de apaziguamento para assumirem firmeza no relacionamento com os EUA de Trump?
Antigamente — mas não assim há tanto tempo —, havia portugueses de primeira e portugueses de segunda. Ser de segunda significava ter direitos limitados, como tribunais especiais ou impostos mais pesados. A diferença de estatuto marcava também os que podiam e os que não podiam votar.
Nasci na Amazónia equatoriana. A minha casa fica em frente a um poço de petróleo. Enquanto outras meninas cresciam a ver montanhas ou parques, eu cresci a ver monstros de fogo. A minha paisagem não era um nascer do sol sobre as árvores, mas o fogo de um queimador de petróleo que nunca se apagava.
Sopram fortes ventos de ameaça de guerra no Pacífico, em volta de Taiwan, a ilha que se declara independente, com regime democrático plural desde 1949, mas que Pequim considera como uma das suas províncias, sobre a qual pretende retomar rapidamente a soberania.
“O Natal nem sempre é sinónimo de alegria. Para quem vive perdas, conflitos ou solidão, esta época pode trazer ansiedade e dor. Mas é possível reconhecer as emoções, redefinir tradições e assumir o controlo de como experienciar esta data.”