José Couto Nogueira é jornalista desde os tempos do Antigo Regime e já trabalhou como repórter, colunista, editor, chefe de redacção e director em muitas publicações, entre elas o jornal digital "Alface Voadora", em 1997-2000. Viveu mais de 20 anos em Londres, São Paulo e Nova Iorque, e escreveu quatro livros de ficção e três de não ficção. Está no SAPO24 desde 2015.
O Comité Olímpico Internacional e a Agência Mundial Antidopagem têm regras claras quanto ao uso de drogas “turbinadas” por concorrentes de todas as modalidades.
Nunca pensei um dia escrever este título mas, como já tinha dito no mês passado e todos os observadores são unânimes em dizê-lo, os Estados Unidos declararam uma guerra desnecessária e perderam em toda a linha.
Quem o constatou foi Phillips P O’Brian, historiador e professor de Estudos Estratégicos na Escócia: “Os Estados Unidos são desafiados pelos inimigos e ignorados pelos amigos, isto à frente dos nossos olhos.”
Não faz tanto tempo assim – uns meros 80 anos – o Império Britânico era o maior do mundo. Uma sucessão de líderes de competência duvidosa e de decisões mal pensadas, mais do
que a conjuntura internacional, transformaram-no numa confusão política com perspetivas sombrias.
Numa rápida visita de dois dias, há muito programada, os líderes das duas maiores potências mundiais mediram-se subtilmente e não chegaram a nenhuma conclusão avassaladora.
Fundada em 1895, em Veneza, a Bienal teve uma vida atribulada por causa das várias situações políticas ao longo da História da Europa, mas nada que se compare com a deste ano.
Desde 28 de Fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel escolheram atacar o Irão, que os noticiários (todos, o dia inteiro) e os comentadores, analistas e observadores, não falam noutra coisa. É a banalidade do mal, como descreveu Hannah Arendt.
As grandes operações militares – Irão, Ucrânia – fazem esquecer confrontos menores e mais longínquos com centenas de milhares de vítimas inocentes. Quem se lembra de Myanmar, o país que os ingleses batizaram de Burma, séculos depois dos portugueses terem “descoberto” a Birmânia?
Que o dinheiro e o poder andam de mãos dadas, não é novidade. Inédito é o facto de que seis dos dez homens mai ricos do mundo vêm de empresas tecnológicas.
Sábado, dia 14, o Irão desencadeou um ataque inesperado a Israel que muda completamente a situação estratégica na região e as perspectivas de paz para o mundo inteiro
O Embaixador fez uma carreira de mais de 40 anos que lhe propiciou estar em pontos críticos durante épocas complicadas, como nos Estados Unidos durante a grande crise do sub-prime e no Reino Unido na campanha do Brexit. Foi, aliás, o primeiro embaixador da UE em Londres.
Depois de “Introdução ao Conservadorismo”, Miguel Morgado lançou, no final de 2025, “Introdução ao Liberalismo”. Uma viagem sobre a origem de um pensamento político até aos dias de hoje.
A 62ª Conferência de Segurança de Munique, que acabou no domingo, mostrou claramente o que já acontecera no ano passado; os norte-americanos estão-se nas tintas para a
Europa.
O livro de Sinclair Lewis, de 1935, “Não pode acontecer aqui”, relatava como a América do Norte podia perder a sua democracia e tornar-se uma ditadura.