O silêncio conjuntural das armas diz-nos que agora não é guerra total mas também não é paz. A negociação, com os motores em ponto morto, quase nada avança.
O presidente da United Airlines anunciou que o preço dos bilhetes para viajar na companhia aérea americana terá de subir entre 15 a 20% para compensar o aumento do preço do jet fuel. Este é um dos mais recentes lembretes a Donald Trump de que a guerra está a mexer com a carteira dos americanos.
A queda do regime de Órban na Hungria é desde já um dos acontecimentos relevantes deste ano. O vencedor de modo retumbante, Péter Magyar, ainda tem pela frente mostrar que corresponde ao que dele se espera e que sabe transformar o voto de protesto em processo político.
Passado um mês sobre o início da guerra desencadeada com os bombardeamentos militares israelitas e americanos ao Irão, está ativada, em modo fora de controlo, a armadilha da escalada.
A agressividade e o total unilateralismo de Trump no que costuma ser considerado política externa (o impensável desafio à Dinamarca e à União Europeia sobre a Gronelândia, na Venezuela, no Irão e, é fácil antever, a seguir Cuba) está a fazer despertar a Europa.
Passaram os primeiros doze dias da guerra que está a inflamar todo o Médio Oriente e, enquanto se percebe que Netanyahu quer uma guerra longa que lhe dê poderio na região correspondente à hegemonia militar de que dispõe, continuam por clarificar os objetivos de Donald Trump.
Donald Trump despertou no sábado ainda mais enfurecido com os juízes do Supremo Tribunal que na véspera lhe tinham retirado o uso da arma de pressão internacional que tem escolhido como favorita: as tarifas alfandegárias.
“Sob destruição”. Este título para o relatório com 120 páginas que enquadra a Conferência de Segurança de Munique (MSC) espelha o estado em que neste último ano passaram a estar as relações político-diplomáticas entre os Estados Unidos da América e a União Europeia. O documento constata que a visão
Quantas pessoas perderam a vida nos protestos populares deste último mês no Irão? Dez mil? Vinte mil? Trinta mil? Na falta de investigação independente, é difícil estabelecer um número preciso.
Será que os líderes europeus estão finalmente dispostos a sair da postura tíbia de apaziguamento para assumirem firmeza no relacionamento com os EUA de Trump?
Sopram fortes ventos de ameaça de guerra no Pacífico, em volta de Taiwan, a ilha que se declara independente, com regime democrático plural desde 1949, mas que Pequim considera como uma das suas províncias, sobre a qual pretende retomar rapidamente a soberania.
Jimmy Lai, o magnata dos media e figura de destaque do movimento pró-democracia em Hong Kong, detido há já cinco anos para julgamento, foi agora declarado culpado de “conluio com forças estrangeiras” e de “sedição” e enfrenta a perspetiva de passar o resto da vida atrás das grades.
Há na Europa algo que deixa Trump satisfeito: é a “influência crescente de partidos europeus patrióticos”, entenda-se a intenção: voltaremos a ser amigos quando a Europa for toda de extrema-direita. Pretende na Europa governos com uma mentalidade "MAGA".
Em três anos e meio de guerra de agressão russa à Ucrânia, esta história do “estamos à beira do cessar-fogo” já a ouvimos e lemos tantas vezes, as bastantes para aprendermos que em caso algum podemos fiar-nos em Putin.
Netanyahu, apesar de sempre muito agressivo na atitude e manipulador na argumentação, deve estar receoso quando nesta segunda-feira chegar à Casa Branca para o terceiro encontro deste ano com Donald Trump. O chefe do governo de Israel sabe que quem tem sido o mais vital apoio dele, o presidente dos
É a cimeira anti-Ocidente. Contra os EUA, contra a NATO e muito contra a Europa (União Europeia + Reino Unido), acusada de ser a fomentadora da guerra na Ucrânia. A Ásia Central junta-se no show organizado pelo líder chinês Xi Jinping, com o russo Putin e o indiano Modi como atores principais. Todos
Numa operação política kamikaze, o primeiro-ministro francês, François Bayrou, vai ao parlamento pedir um voto de confiança no governo já a 8 de setembro. Salvo milagre de última hora, espera-o a desconfiança que implica imediata demissão. As oposições à esquerda e à direita são maioritárias, querem
Não é possível verificar a dimensão rigorosa da adesão ao protesto, até por ter estado espalhado por dezenas de lugares em Israel, mas ficou evidente a participação intensa.
É sabido que em Israel todo o país quer a derrota total do Hamas. Mas há cada vez mais gente a reconhecer que Israel está a massacrar não o Hamas, mas o povo palestiniano. E que o povo que sofreu o Holocausto tem o dever de evitar o sofrimento cruel de pessoas inocentes.
A marcação para o Alasca da cimeira sobre o futuro da Ucrânia tem uma mensagem implícita: a soberania dos territórios negoceia-se, o território pode passar de um país para outro.
Este agosto de férias está a ser para os políticos espanhóis uma pausa para acumularem energia para o combate entre governo e oposições que em setembro vai recomeçar ainda mais feroz. É altamente improvável que Pedro Sánchez, chefe do único governo todo à esquerda em toda a União Europeia, consiga a