Há dados que fazem pensar. Nos primeiros quinze dias de Julho, 244 migrantes entraram em Ceuta pelo mar. A 28 de julho (dados oficiais espanhóis), esse número tinha subido para 1.009, cerca de metade pessoas menores de idade. A 29 de julho, a orla de Frideq/Castillejos, a cidade marroquina mais próx
Os sensores de temperatura na boia oceanográfica estacionada a três escassas centenas de metros do ilhéu de Dragonera, que é parque natural, nas Baleares, arquipélago do Mediterrâneo espanhol, mediram, às 16 horas do último domingo, 9 de agosto, a temperatura da água do mar à superfície de 33,02 gra
A força da Europa parece muitas vezes uma ilusão de europeístas utópicos, mas o futebol acaba de mostrar que tem a sabedoria para fazer valer essa força, feita de poder político, económico e de influência desportiva, atestada pela conquista de mais de metade dos Mundiais, incluindo sete dos últimos
Com argumentação patética e perigosa, Donald Trump, ao ter denunciado um sistema eleitoral “vulnerável” e “viciado” que produz resultados “manipulados”, escolhe justificar antecipadamente os maus resultados que todas as sondagens estão a prever para a gente dele nas eleições intercalares de novembr
O ambiente político em Espanha está envenenado. A luta política entre as direitas e as esquerdas não é combate entre adversários, é guerra entre inimigos que se odeiam e para quem, por isso, vale tudo.
O que era um rumor ficou consumado esta semana: a ultratradicionalista comunidade católica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada no século passado pelo arcebispo Marcel Lefebvre, com quartel-general em Ecône, no francófono Vale do Ródano, ao ordenar quatro novos bispos, sem para tal ter mand
A porta do número 10 de Downing Street, junto ao coração político de Londres, está bem oleada pelo uso em mudanças: o sétimo primeiro-ministro britânico destes últimos dez anos tem chegada anunciada para meados deste próximo julho, talvez na sexta-feira, 17. É Andy Burnham, chamam-lhe “King of the N
A negociação de alguma forma de acordo está encalhada, a guerra volta a entrar em fase intensa e as consequências em vida cara propagam-se em modo alarmante por muito do planeta.
Quando em 2001 lhe perguntaram, à beira da celebração dos 100 anos de vida, onde é que ele ia buscar a transbordante vitalidade, Edgar Morin respondeu: ”É porque consigo ser ao mesmo tempo infantil, juvenil e velho. Admito que mais ou menos adulto, mas não muito.”
Leão XIV expõe os "novos monopólios da IA" e denuncia que introduzem uma assimetria epistémica, económica e política incompatível com o bem comum. O verbo que escolhe para definir a necessidade pela frente — "desarmar" a IA — aponta o foco da discussão que propõe à estrutura de poder global.
Pedro Sánchez está a poucos dias de completar oito anos como primeiro-ministro de Espanha. Mas já passaram seis anos desde o último triunfo. A capacidade para juntar uma maioria assente em sete partidos heterogéneos é a arte que tem permitido ao líder socialista governar Espanha com a prática políti
Os trabalhistas do Labour têm enorme maioria de 411 eleitos entre os 650 deputados. Grande parte quer o afastamento do primeiro-ministro Keir Starmer que há dois anos os liderou para o triunfo. Sucedem-se reuniões dominadas pela procura de uma solução que possa dar futuro ao Labour. É generalizada a
O silêncio conjuntural das armas diz-nos que agora não é guerra total mas também não é paz. A negociação, com os motores em ponto morto, quase nada avança.
O presidente da United Airlines anunciou que o preço dos bilhetes para viajar na companhia aérea americana terá de subir entre 15 a 20% para compensar o aumento do preço do jet fuel. Este é um dos mais recentes lembretes a Donald Trump de que a guerra está a mexer com a carteira dos americanos.
A queda do regime de Órban na Hungria é desde já um dos acontecimentos relevantes deste ano. O vencedor de modo retumbante, Péter Magyar, ainda tem pela frente mostrar que corresponde ao que dele se espera e que sabe transformar o voto de protesto em processo político.
Passado um mês sobre o início da guerra desencadeada com os bombardeamentos militares israelitas e americanos ao Irão, está ativada, em modo fora de controlo, a armadilha da escalada.
A agressividade e o total unilateralismo de Trump no que costuma ser considerado política externa (o impensável desafio à Dinamarca e à União Europeia sobre a Gronelândia, na Venezuela, no Irão e, é fácil antever, a seguir Cuba) está a fazer despertar a Europa.
Passaram os primeiros doze dias da guerra que está a inflamar todo o Médio Oriente e, enquanto se percebe que Netanyahu quer uma guerra longa que lhe dê poderio na região correspondente à hegemonia militar de que dispõe, continuam por clarificar os objetivos de Donald Trump.
Donald Trump despertou no sábado ainda mais enfurecido com os juízes do Supremo Tribunal que na véspera lhe tinham retirado o uso da arma de pressão internacional que tem escolhido como favorita: as tarifas alfandegárias.
“Sob destruição”. Este título para o relatório com 120 páginas que enquadra a Conferência de Segurança de Munique (MSC) espelha o estado em que neste último ano passaram a estar as relações político-diplomáticas entre os Estados Unidos da América e a União Europeia. O documento constata que a visão
Quantas pessoas perderam a vida nos protestos populares deste último mês no Irão? Dez mil? Vinte mil? Trinta mil? Na falta de investigação independente, é difícil estabelecer um número preciso.
Será que os líderes europeus estão finalmente dispostos a sair da postura tíbia de apaziguamento para assumirem firmeza no relacionamento com os EUA de Trump?
Sopram fortes ventos de ameaça de guerra no Pacífico, em volta de Taiwan, a ilha que se declara independente, com regime democrático plural desde 1949, mas que Pequim considera como uma das suas províncias, sobre a qual pretende retomar rapidamente a soberania.