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A história da Acreditar tem sido a demonstração de que o mais eficaz é juntar as duas coisas.
A Acreditar – Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro tem sido, há mais de 30 anos, um instrumento muito prático para responder à pergunta que muitos fazemos perante um mundo demasiadas vezes injusto: o que é que eu posso fazer? Como é que eu posso ajudar a melhorar as coisas?
A Acreditar nasceu por causa de uma injustiça. É uma injustiça quando uma criança tem cancro e a família tem de lidar, ao mesmo tempo, com a doença e com o agravamento de dificuldades económicas e sociais.
Foi por isso que nasceu a Acreditar. Para apoiar as famílias das crianças a quem é diagnosticado cancro naquilo que a sua vida se transforma e agrava por terem um filho em tratamento durante vários anos.
Tem sido um caso muito singular de entreajuda entre quem está a viver a situação e quem já passou por ela.
Entre quem precisa de ajuda e quem quer devolver a que recebeu quando precisou.
Entre quem está a viver o problema e quem, apoiando, procura dar um sentido àquilo por que passou.
Como tudo o que é sólido, foi preciso tempo, vontade e trabalho.
Ano após ano, construiu-se uma obra sólida, que tem dado frutos extraordinários.
Ao longo de todo este tempo, muita gente tem alimentado e feito crescer esta ideia.
Muitos familiares e muitos jovens curados mas também muitos amigos que se unem no trabalho que é regar cada dia esta vontade.
E um pequeno mas eficientíssimo grupo de profissionais.
Porque são precisos muitos para fazer a Acreditar presente em todos os momentos da doença.
Com competência e com eficácia, com transparência e com discrição.
É esta grande corrente e a força da ideia que a une que tem permitido o crescimento constante dos resultados.
É por isso que cada vez mais gente pode ser apoiada e melhor apoiada.
E é esta obra com muitos anos e muitas vidas concretas que falam por ela, que permite continuar a desafiar a sociedade a contribuir, para que o trabalho continue.
É verdade que a resposta destas pessoas e empresas tem sido sempre extraordinária.
Mas também é verdade que, ao longo destes anos, a história da Acreditar é a do compromisso cumprido de usar os meios de que dispõe para fazer as obras que são precisas e resolver problemas que são prementes.
Preenchendo uma lacuna do Estado com uma notável sensibilidade e eficácia de meios.
O que se conseguiu melhorar, entretanto, foi notável.
Desde logo, disponibilizaram-se as Casas Acreditar, dando alojamento às famílias que vivem longe do hospital onde os filhos recebem tratamento. Estas Casas existem hoje em Lisboa, em Coimbra e no Porto e já passaram por elas vários milhares de famílias.
Como estes tratamentos são cada vez mais feitos em regime de ambulatório e não em internamento, é importante estas famílias terem um sítio confortável para ficar durante todo o tempo que dura o tratamento e, desse ponto de vista, estas Casas são fundamentais.
É muito importante ter um sítio para ficar e estas Casas Acreditar, que recebem as crianças ou os jovens doentes, a mãe, o pai e, às vezes, os irmãos, são a garantia de um mínimo de estabilidade em momentos particularmente difíceis.
Como se pode imaginar, isto faz toda a diferença quando se trata de enfrentar, ao longo de processos longos e dolorosos, a angústia daquela situação.
A prioridade na admissão é dada aos que mais precisam e as famílias não pagam nada.
A construção, funcionamento e manutenção destas Casas implica um investimento grande, pago com recurso a contributos individuais de pessoas e de empresas.
Para além disso, a Acreditar desenvolve toda uma gama de actividades que vão desde o apoio económico à organização de viagens e campos de férias entre os períodos de tratamento, passando pela disponibilização de um programa de escolaridade para que as crianças possam continuar com os estudos durante esses períodos. E muitos, muitos outros.
Noutro âmbito, a Acreditar tem desenvolvido um constante trabalho de preparação e promoção de várias alterações legislativas para melhorar os direitos dos doentes e das famílias.
É verdade que também tem havido casos em que parece que não é possível mais do que a indignação. Situações, por exemplo, em que o Estado não cumpre a sua parte e em que se passam anos e anos a lutar com uma burocracia ou um imobilismo sem sentido. Mas, mesmo nesses casos, a história da Acreditar tem juntado sempre à indignação a persistência, ultrapassando as inúmeras “impossibilidades” que o “não fazer nada” sabe sempre inventar.
É uma história de mais de 30 anos de trabalho com uma notável sensibilidade e eficácia de meios.
Um caminho feito de boas vontades quotidianas que têm construído, ano após ano, uma obra sólida com frutos extraordinários, fazendo cada um o que é preciso e está ao alcance, melhorando com isso vidas concretas.
Se, chegado aqui, estiver a pensar, como pergunta o título, “E EU, O QUE É QUE POSSO FAZER?”, ficam, para começar, duas sugestões simples: na declaração de IRS que vai preencher em breve, faça, sem qualquer custo para si, a favor da Acreditar a consignação permitida; e se, para além disso, se sente com vontade e disponibilidade, dê tempo em voluntariado.
Sobre a Acreditar
A Acreditar – Associação de Pais e de Amigos de Crianças com Cancro existe desde 1994 com o objetivo de minimizar o impacto da doença oncológica na criança, no jovem e na sua família. Presente em quatro núcleos regionais: Lisboa, Coimbra, Porto e Funchal, dá apoio em todos os ciclos da doença e desdobra-se nos planos emocional, logístico, social, jurídico entre outros. Em cada necessidade sentida, dá voz na defesa dos direitos das crianças e jovens com cancro e suas famílias. A promoção de mais investigação em oncologia pediátrica é uma das preocupações a que mais recentemente se dedica.
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