Uma certidão de nascimento custa 10 € se for para a Segurança Social, 20 € se for para outros fins. O papel é exactamente o mesmo. Enquanto isso, Luís Montenegro anuncia mais uma quantidade de milhões para salvar Portugal. Os políticos deviam frequentar grupos de AA e repetir muitas vezes a Oração d
O silêncio conjuntural das armas diz-nos que agora não é guerra total mas também não é paz. A negociação, com os motores em ponto morto, quase nada avança.
A Igreja Católica portuguesa diz agora esperar que a forma como lidou com os abusos sexuais seja “exemplo para a sociedade”. A afirmação não é apenas infeliz. É o retrato de uma amnésia conveniente que ignora anos de negação, desresponsabilização e desrespeito pelas vítimas.
O presidente da United Airlines anunciou que o preço dos bilhetes para viajar na companhia aérea americana terá de subir entre 15 a 20% para compensar o aumento do preço do jet fuel. Este é um dos mais recentes lembretes a Donald Trump de que a guerra está a mexer com a carteira dos americanos.
Não se compreende, e menos ainda se aceita, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal não tome uma posição firme relativamente ao embaixador da Rússia.
Comemorar o DIA MUNDIAL DA MALÁRIA pretende sensibilizar-nos para a importância de uma doença devastadora que afeta uma grande parte da humanidade. Contudo, a malária pode, com a nossa acção e o nosso esforço conjunto, ser prevenida, ser tratada e mesmo erradicada se partilharmos uma visão ambiciosa
Numa altura em que as Comissões Parlamentares de Inquérito estão tão na moda, sempre gostaria de saber se algum partido tem coragem de propor uma Comissão de Inquérito ao Financiamento dos Partidos Políticos. Aí sim, acreditaria que há vontade política para "clarificar" e não para branquear.
Milhares (milhões?) de homens trocam conselhos sobre como drogar as próprias esposas e violá-las inconscientes. Não são monstros escondidos nos cantos obscuros da internet, mas sim namorados e maridos. Enquanto homem, recuso aceitar que o silêncio masculino continue a ser parte do problema. Homens,
Numa sociedade onde persistem mitos perigosos sobre violência sexual, comentários públicos que sugerem que uma vítima deveria antecipar “riscos” ou explicar melhor um pedido para parar não são meras opiniões: são interpretações que continuam a proteger violadores e a escrutinar quem sofre violência
O rastilho para este debate foi um desafio lançado por José Pacheco Pereira a André Ventura: discutir os números de presos políticos durante o PREC e antes do 25 de Abril. O convite surgiu na sequência do discurso de Ventura na sessão dos 50 anos da Constituição de 1976.
A queda do regime de Órban na Hungria é desde já um dos acontecimentos relevantes deste ano. O vencedor de modo retumbante, Péter Magyar, ainda tem pela frente mostrar que corresponde ao que dele se espera e que sabe transformar o voto de protesto em processo político.
Desde 28 de Fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel escolheram atacar o Irão, que os noticiários (todos, o dia inteiro) e os comentadores, analistas e observadores, não falam noutra coisa. É a banalidade do mal, como descreveu Hannah Arendt.
O Governo português lançou a iniciativa Volta, um novo sistema de depósito e reembolso para embalagens de bebidas. Apesar de bem-intencionada, a medida volta a assentar numa lógica recorrente: responsabilizar o indivíduo por um problema que só políticas públicas robustas e legislação eficaz consegue
Há tendências que parecem saídas de uma comédia absurda: homens que se orgulham de não lavar o corpo com cuidado e que até se vangloriam de usar a mesma roupa interior durante vários dias. São distorções do que significa ser homem, muitas vezes acompanhadas por laivos de homofobia internalizada. A p
As grandes operações militares – Irão, Ucrânia – fazem esquecer confrontos menores e mais longínquos com centenas de milhares de vítimas inocentes. Quem se lembra de Myanmar, o país que os ingleses batizaram de Burma, séculos depois dos portugueses terem “descoberto” a Birmânia?
Há momentos do ano em que o ritmo abranda sem grande esforço. As férias da Páscoa são um deles. As rotinas deixam de ser as mesmas, as agendas ficam mais leves e os dias começam a ganhar mais luz. É quase como se o próprio contexto nos desse autorização para sair um pouco do piloto automático. O pro
Passado um mês sobre o início da guerra desencadeada com os bombardeamentos militares israelitas e americanos ao Irão, está ativada, em modo fora de controlo, a armadilha da escalada.
A comunicação digital tornou-se um novo meio de interação humana, alterando a forma como nos relacionamos. Neste novo contexto, surge uma questão essencial: como é que estas mudanças influenciam a empatia e a qualidade das relações interpessoais.
O preço do cabaz alimentar nunca esteve tão alto e a DECO avisa que o verdadeiro impacto da guerra ainda está para vir. As contas da energia vão subir e o preço dos combustíveis tem aumentado todas as semanas. Três quartos da população tem salário inferior a €1000. Essa esmagadora maioria, que sempr
Vamos chamar-lhe N. Conheci-a no primeiro ano de faculdade, altura em que o meu mundo adolescente começava a ruir para dar lugar a algo maior, mais diverso e – tantas vezes – mais confuso. Minha colega nesse primeiro semestre em Letras, e um ou dois anos mais velha que eu, N., a par de muitas outras