Desde 28 de Fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel escolheram atacar o Irão, que os noticiários (todos, o dia inteiro) e os comentadores, analistas e observadores, não falam noutra coisa. É a banalidade do mal, como descreveu Hannah Arendt.
O Governo português lançou a iniciativa Volta, um novo sistema de depósito e reembolso para embalagens de bebidas. Apesar de bem-intencionada, a medida volta a assentar numa lógica recorrente: responsabilizar o indivíduo por um problema que só políticas públicas robustas e legislação eficaz consegue
Há tendências que parecem saídas de uma comédia absurda: homens que se orgulham de não lavar o corpo com cuidado e que até se vangloriam de usar a mesma roupa interior durante vários dias. São distorções do que significa ser homem, muitas vezes acompanhadas por laivos de homofobia internalizada. A p
As grandes operações militares – Irão, Ucrânia – fazem esquecer confrontos menores e mais longínquos com centenas de milhares de vítimas inocentes. Quem se lembra de Myanmar, o país que os ingleses batizaram de Burma, séculos depois dos portugueses terem “descoberto” a Birmânia?
Há momentos do ano em que o ritmo abranda sem grande esforço. As férias da Páscoa são um deles. As rotinas deixam de ser as mesmas, as agendas ficam mais leves e os dias começam a ganhar mais luz. É quase como se o próprio contexto nos desse autorização para sair um pouco do piloto automático. O pro
Passado um mês sobre o início da guerra desencadeada com os bombardeamentos militares israelitas e americanos ao Irão, está ativada, em modo fora de controlo, a armadilha da escalada.
A comunicação digital tornou-se um novo meio de interação humana, alterando a forma como nos relacionamos. Neste novo contexto, surge uma questão essencial: como é que estas mudanças influenciam a empatia e a qualidade das relações interpessoais.
O preço do cabaz alimentar nunca esteve tão alto e a DECO avisa que o verdadeiro impacto da guerra ainda está para vir. As contas da energia vão subir e o preço dos combustíveis tem aumentado todas as semanas. Três quartos da população tem salário inferior a €1000. Essa esmagadora maioria, que sempr
Vamos chamar-lhe N. Conheci-a no primeiro ano de faculdade, altura em que o meu mundo adolescente começava a ruir para dar lugar a algo maior, mais diverso e – tantas vezes – mais confuso. Minha colega nesse primeiro semestre em Letras, e um ou dois anos mais velha que eu, N., a par de muitas outras
Má despesa pública não é só gastar muito — é gastar mal. E Portugal tornou-se campeão nesta matéria. Num país onde a carga fiscal é elevadíssima, gastar mal o dinheiro de todos é cobrar um imposto invisível.
Portugal apresenta, em várias métricas internacionais, um desempenho favorável em indicadores indiretamente associados à robustez dos CSP, como algumas admissões hospitalares evitáveis, o que reforça a importância de compreender que papel têm os instrumentos de contratualização e avaliação nesse des
A agressividade e o total unilateralismo de Trump no que costuma ser considerado política externa (o impensável desafio à Dinamarca e à União Europeia sobre a Gronelândia, na Venezuela, no Irão e, é fácil antever, a seguir Cuba) está a fazer despertar a Europa.
Que o dinheiro e o poder andam de mãos dadas, não é novidade. Inédito é o facto de que seis dos dez homens mai ricos do mundo vêm de empresas tecnológicas.
Há um equívoco profundamente perigoso a instalar-se no debate europeu: a ideia de que temos forçosamente de escolher entre a privacidade e a proteção das crianças. Não temos. Mas estamos, sim, a assistir a uma falha política em lidar com a complexidade de um crime gravíssimo, o abuso sexual de crian
O Estado emprega 766 278 trabalhadores. Nunca tivemos tantos funcionários públicos e nunca os serviços falharam tanto. Porquê? Permitir despedimentos na função pública, dentro de um quadro justo e transparente, não é um ataque ao Estado — é uma condição para a sua modernização, sustentabilidade e cr
Tenho a sorte de ainda ter pai. Não somos de longas conversas nem de grandes demonstrações, mas sei que ele está lá quando é preciso. Quem tem pai percebe bem o valor silencioso dessa presença.
Sábado, dia 14, o Irão desencadeou um ataque inesperado a Israel que muda completamente a situação estratégica na região e as perspectivas de paz para o mundo inteiro
Passaram os primeiros doze dias da guerra que está a inflamar todo o Médio Oriente e, enquanto se percebe que Netanyahu quer uma guerra longa que lhe dê poderio na região correspondente à hegemonia militar de que dispõe, continuam por clarificar os objetivos de Donald Trump.
António Lobo Antunes morre aos 83 anos e deixa-nos as suas obras. Aquelas que se enquadram no que o autor descrevia como um bom livro onde nos revemos e as suas páginas se tornam espelhos.