Atlanta, 15 de junho de 2026. Espanha, campeã europeia, atual favorita ao título, entra em campo para o que toda a gente presumia ser uma formalidade. Do outro lado, Cabo Verde estreia-se num Campeonato do Mundo pela primeira vez na sua história. Na baliza dos Tubarões Azuis, um guarda-redes de 4
A Europa está a confrontar-se com uma realidade desconfortável. O mundo não se tornou necessariamente mais perigoso; tornou-se mais imprevisível. E a imprevisibilidade expõe fragilidades que durante muito tempo foram mascaradas por circunstâncias favoráveis.
A negociação de alguma forma de acordo está encalhada, a guerra volta a entrar em fase intensa e as consequências em vida cara propagam-se em modo alarmante por muito do planeta.
Poderá um violador ser um monstro ou o nosso melhor amigo? Poderá um pedófilo ser alguém que admiramos sem suspeitarmos dos seus crimes? Enquanto continuarmos a acreditar que estes «monstros» vivem à margem da sociedade, escondidos num qualquer submundo distante, ignoraremos uma realidade profundame
O debate em torno da proposta de restrição no acesso a redes sociais tem-se tornado, como vem sendo já habitual, um apanhado de soundbytes com vista à criação de claques próprias.
Durante os últimos anos, o Ocidente olhou para a Rússia com uma mistura de incredulidade e frustração: como podia um país sob pesadas sanções travar uma guerra de desgaste ruinosa na Ucrânia e continuar a crescer economicamente? O "milagre" russo parecia desmentir todas as leis da lógica, mas esse m
Estive quase a fazê-lo outra vez. Tirar uma fotografia aos meus filhos, escrever uma legenda enternecida por baixo, publicar e esperar pelos likes. É Dia da Criança, afinal, e é o que se costuma fazer nestes dias.
Quem o constatou foi Phillips P O’Brian, historiador e professor de Estudos Estratégicos na Escócia: “Os Estados Unidos são desafiados pelos inimigos e ignorados pelos amigos, isto à frente dos nossos olhos.”
Leão XIV expõe os "novos monopólios da IA" e denuncia que introduzem uma assimetria epistémica, económica e política incompatível com o bem comum. O verbo que escolhe para definir a necessidade pela frente — "desarmar" a IA — aponta o foco da discussão que propõe à estrutura de poder global.
Uma democracia mede-se não só pela forma como pune quem falhou, mas também pela maneira como o Estado se comporta quando tem o poder. Há um paralelo entre a queda moral e financeira de João Rendeiro e a incapacidade do Estado português em agir com transparência, proporcionalidade e humanidade.
Somos seres empáticos e estabelecemos relações com outros que conferem significado à nossa vida. O amor, a amizade, o afeto no geral são veículo de muitas coisas boas. Mas quando o sofrimento inunda um dos peões, as dificuldades aumentam para todos.
Não faz tanto tempo assim – uns meros 80 anos – o Império Britânico era o maior do mundo. Uma sucessão de líderes de competência duvidosa e de decisões mal pensadas, mais do
que a conjuntura internacional, transformaram-no numa confusão política com perspetivas sombrias.
Pedro Sánchez está a poucos dias de completar oito anos como primeiro-ministro de Espanha. Mas já passaram seis anos desde o último triunfo. A capacidade para juntar uma maioria assente em sete partidos heterogéneos é a arte que tem permitido ao líder socialista governar Espanha com a prática políti
Numa rápida visita de dois dias, há muito programada, os líderes das duas maiores potências mundiais mediram-se subtilmente e não chegaram a nenhuma conclusão avassaladora.
Fundada em 1895, em Veneza, a Bienal teve uma vida atribulada por causa das várias situações políticas ao longo da História da Europa, mas nada que se compare com a deste ano.
Os trabalhistas do Labour têm enorme maioria de 411 eleitos entre os 650 deputados. Grande parte quer o afastamento do primeiro-ministro Keir Starmer que há dois anos os liderou para o triunfo. Sucedem-se reuniões dominadas pela procura de uma solução que possa dar futuro ao Labour. É generalizada a
Com a guerra do Irão, a capacidade de defesa da Europa e da NATO foi de novo sujeita a teste. Depois de décadas de desinvestimento nas Forças Armadas, a guerra da Ucrânia apanhou-nos com as calças na mão e a do Irão veio mostrar o rabo de fora.
Uma certidão de nascimento custa 10 € se for para a Segurança Social, 20 € se for para outros fins. O papel é exactamente o mesmo. Enquanto isso, Luís Montenegro anuncia mais uma quantidade de milhões para salvar Portugal. Os políticos deviam frequentar grupos de AA e repetir muitas vezes a Oração d
O silêncio conjuntural das armas diz-nos que agora não é guerra total mas também não é paz. A negociação, com os motores em ponto morto, quase nada avança.
A Igreja Católica portuguesa diz agora esperar que a forma como lidou com os abusos sexuais seja “exemplo para a sociedade”. A afirmação não é apenas infeliz. É o retrato de uma amnésia conveniente que ignora anos de negação, desresponsabilização e desrespeito pelas vítimas.