O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália assegurou, esta segunda-feira, que Roma avalia "com grande atenção" a reabertura do espaço Schengen com Espanha e que a decisão dependerá de como evoluir a "muito preocupante" crise migratória em Ceuta.
Centenas de migrantes tentaram, hoje, entrar na cidade espanhola de Ceuta. A tentativa de entrada irregular foi impedida pelas forças de segurança marroquinas.
O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, estima que estejam em Ceuta cerca de 5.000 pessoas das mais de 70.000 que entraram irregularmente na cidade no final de julho.
A Comissão Europeia enviou esta quarta-feira, 12 de agosto, uma equipa a Ceuta para avaliar a situação após cerca de 72.000 mil pessoas terem entrado irregularmente na cidade.
O governo espanhol garantiu que todas as pessoas que entraram irregularmente em Ceuta, incluindo os menores desacompanhados, vão ser repatriadas. O ministro dos Negócios Estrangeiros apelou aos imigrantes para não arriscarem a própria vida.
De repente, sem razão aparente, 70 mil pessoas atravessaram a nado de Marrocos para Espanha. As explicações variam e mostram a política desconexa da UE em relação às migrações.
O presidente do Governo Regional de Ceuta, Juan Vivas, estima que entre 8.000 e 11.000 pessoas permaneçam atualmente na cidade, oito dias depois da entrada em massa de pessoas provenientes de Marrocos, a 30 de julho.
O governo espanhol decidiu restabelecer, a partir das 00:00 horas deste sábado e, em princípio, até 7 de setembro, os controlos fronteiriços com a Itália.
Jornal espanhol noticia que polícia, Guarda Civil e militares foram instruídos a não recorrer à força e a limitar-se a indicar o caminho para a fronteira.
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, fez um retrato da cidade desde os recentes acontecimentos, numa conversa com eurodeputados na Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos.
O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, defendeu esta quarta-feira que as "portas escancaradas" à migração "não deram bom resultado", mas alerta que Portugal está recetivo a acolher todos os imigrantes que tenham condições para trabalhar.
Autoridades de Ceuta dizem que os centros de acolhimento estão muito acima da capacidade. Em Portugal, o Livre pede ao Governo que reavalie a coorganização do Mundial com Marrocos.
Milhares de jovens marroquinos estão a discutir, sobretudo no Facebook e no WhatsApp, a possibilidade de uma nova tentativa de entrada em massa em Ceuta a 15 de agosto.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, defendeu esta terça-feira que a União Europeia deve responder "com unidade, firmeza e responsabilidade" à crise migratória em Ceuta, considerando que a situação representa uma rutura na tendência recente de redução das entradas irregulares na Europa.
O ministro da Administração Interna espanhol garantiu que a maioria dos migrantes que entrou em Ceuta já regressou a Marrocos e afirmou que não existiam informações que antecipassem uma crise desta dimensão.
A Autoridade Marítima Nacional (AMN) garante que não existem indícios de que Portugal faça parte de uma rota de migração irregular por via marítima. Ainda assim, a Polícia Marítima reforçou o patrulhamento da costa algarvia devido à evolução da crise migratória em Ceuta.
Manifestação convocada por grupos ultranacionalistas foi contestada por centenas de moradores, que acusaram os organizadores de tentarem explorar a crise migratória para dividir a cidade.
Juan Jesús Vivas pede uma resposta firme de Espanha e da União Europeia e defende maior controlo da fronteira depois da entrada massiva de migrantes no enclave espanhol.
As forças de segurança de Espanha calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira e elevam a 71 o número de mortos retirados do mar.
O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, disse este sábado que a situação em Ceuta foi revertida "em 24 horas", após a entrada irregular de mais de 50 mil pessoas provenientes de Marrocos, a nado.