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Juan Vivas exigiu ao Governo central espanhol que acelere o regresso dos migrantes a Marrocos, considerando que esta é a "única saída" para resolver uma situação que classificou como "absolutamente insustentável".

Após uma reunião extraordinária do Conselho do Governo de Ceuta, convocada para analisar a situação, o responsável rejeitou que se possa falar de normalidade na cidade e contestou os números avançados pelo Governo central, que apontam para cerca de 2.500 pessoas ainda em Ceuta.

"As estimativas apontam para entre 8.000 e 11.000", afirmou Vivas, que pediu "transparência na comunicação" e uma avaliação da situação que permita uma resposta "proporcional".

Segundo o presidente do Governo Regional, milhares de pessoas permanecem "a vaguear pelas ruas, pelos bairros, nas zonas montanhosas, nas praias, sem abrigo e sem terem asseguradas as suas necessidades básicas". Na sua opinião, o cenário está a gerar insegurança, a perturbar a vida quotidiana e a colocar em risco a convivência na cidade.

Regresso a Marrocos é apontado como "única saída"

Juan Vivas defende que todas as pessoas que entraram em Ceuta durante a entrada em massa e que continuam na cidade devem regressar a Marrocos através da fronteira de El Tarajal.

"A única saída é Marrocos, através da fronteira de El Tarajal", afirmou, acrescentando que aqueles que permanecem em Ceuta devem saber que a cidade "não passará documentos" nem dará "saídas para a Península".

O responsável considera que o regresso constitui uma "tábua de salvação" para Ceuta, por permitir evitar a criação de expectativas que possam favorecer a repetição de situações semelhantes no futuro.

"Se isto não for feito, ficará aberta a expectativa e uma incerteza insuportável para o futuro, para a estabilidade e para o desenvolvimento da nossa cidade", advertiu.

Para concretizar os regressos, Vivas pediu ao Governo central um reforço dos meios humanos e materiais destinados à área de estrangeiros, de forma a permitir que o processo aconteça "o mais rapidamente possível".

O presidente de Ceuta reclamou ainda um aumento significativo da presença da Polícia Nacional e da Guarda Civil nas ruas e defendeu a manutenção do Exército na cidade para reforçar a sensação de segurança da população.

Vivas afirmou que a situação resulta de uma entrada em massa que, na sua opinião, constituiu uma violação da integridade territorial de Espanha e exige uma resposta do Estado à altura da sua dimensão.

Apesar das críticas, garantiu que o Governo de Ceuta manterá a "lealdade institucional, a responsabilidade e o sentido de Estado", embora tenha pedido uma intervenção mais rápida do executivo central.

"O que estamos a fazer agora é pedir aquilo que devemos pedir, porque temos plena consciência de que estamos a jogar o futuro da nossa cidade", concluiu.

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