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“A partir de Ceuta, dirijo-me àqueles que, em Marrocos ou em qualquer ponto de África, leiam ou recebam informações falsas sobre o que podem obter ao entrar irregularmente em Ceuta: não arrisquem as vossas vidas, o vosso dinheiro e o vosso futuro numa aventura condenada ao fracasso”, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, numa conferência de imprensa após uma reunião entre membros do governo e o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas.
“Aqueles que entrarem irregularmente em Ceuta ou Melilha serão devolvidos, não chegarão à Península nem à Europa, e não poderão permanecer indefinidamente em Ceuta ou Melilha. Essa é a vontade de Espanha e de Marrocos e não foi alterada pela decisão de nenhum tribunal deturpada nas redes sociais”, afirmou José Manuel Albares.
De acordo com o El País, o chefe da diplomacia espanhola garantiu que “todas as pessoas que entraram irregularmente em Espanha vão voltar a Marrocos”. José Manuel Albares não avançou com prazos, mas assumiu a vontade de que “Ceuta recupere a normalidade" rapidamente e de que “todos os menores regressem o mais rapidamente possível”.
Durante a mesma conferência de imprensa, o ministro da Presidência, Félix Bolaños, disse que a principal prioridade é que todos os menores que entraram irregularmente em Ceuta possam voltar para as respetivas famílias em Marrocos. O governante garantiu que as autoridades continuam a identificar os menores desacompanhados e revelou que já foi possível descobrir a identidade de 1.527 jovens.
Já o Presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, revelou que cerca de 10.000 das 72.000 pessoas que entraram irregularmente em Ceuta permanecem ainda na cidade. Falou em “invasão” e garantiu que “a única opção para quem chegou é a expulsão, tanto de adultos quanto de menores”.
Ainda durante a conferência de imprensa, o ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que a fronteira de Ceuta é “a mais complexa de Espanha e da Europa”. Apesar disto, garantiu que a integridade do Espaço Schengen está totalmente garantida.
José Manuel Albares criticou ainda a posição de Itália, que implementou controlos fronteiriços com Espanha. O governante afirmou que o executivo italiano não transmitiu solidariedade e que, provavelmente, agiu “motivado por interesses partidários e necessidades eleitorais internas”.
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