O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta quarta-feira que apenas através da reforma da legislação laboral Portugal poderá tornar-se uma economia mais competitiva.
Uma delegação da comissão executiva da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) entregou esta terça-feira, na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, um abaixo-assinado com mais de 190 mil assinaturas contra o pacote laboral apresentado pelo Governo.
Trabalhadores de todo o país concentram-se esta terça-feira na capital numa manifestação convocada pela CGTP, que culmina com a entrega de um abaixo-assinado contra o anteprojeto de revisão da legislação laboral.
O Governo não está disponível para começar do zero as negociações da legislação laboral, apesar de garantir “toda a abertura” para o diálogo com os parceiros sociais. A posição foi reafirmada pela ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, em vésperas de uma nova reunião com a UGT.
A CIP (Confederação Empresarial de Portugal) garante que as faltas dos trabalhadores "oscilam entre os 2% e os 3%" e que a maior parte das faltas são por "dificuldades com os transportes públicos e encerramento de escolas".
Na saída do Conselho de Ministros realizado, esta quinta-feira, Montenegro afirmou que a parte minoritária do país é que estava a exercer o seu "legítimo direito à greve."
Tiago Oliveira, Secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), está presente na AutoEuropa, em Palmela, onde afirma que a greve conta com a presença dos trabalhadores que fazem toda a diferença no dia a dia da empresa.