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A reunião no Ministério do Trabalho terminou sem consenso visível e com a saída antecipada da UGT. Mário Mourão, secretário-geral da central sindical, descreveu o encontro como uma "curta reunião" e explicou que se deslocou ao Ministério precisamente para comunicar à ministra que "não teria condições para continuar na reunião". Anunciou ainda que a Concertação Social voltará a reunir-se na próxima quinta-feira, dia 16 de abril.

Em conferência de imprensa, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, recusou comentar a duração do encontro. "A reunião não é curta nem longa, é o tempo que leva a tratar as matérias que estavam em pauta", afirmou, sublinhando que foi a própria a considerar "adequado convocar uma reunião permanente da Concertação Social, que inclui todos os parceiros, incluindo a CGTP".

Para Rosário Palma Ramalho, é na Comissão Permanente de Concertação Social — a CPCS — que o processo tem de ser encerrado, "de uma forma ou de outra". Questionada sobre prazos para concluir as negociações em torno da revisão laboral, a ministra foi cautelosa mas firme: "Para já temos de ver a CPCS", respondeu, acrescentando que as negociações "não se vão eternizar".

Sobre o ambiente das conversações, Palma Ramalho garantiu que as reuniões têm decorrido "sempre de uma forma cordial" sendo um "processo em construção". Quanto à posição da UGT, a ministra lembrou que a central sindical "tem uma proposta escrita de 6 de abril", deixando claro que a bola está do lado do parceiro social: "Têm a proposta na sua mão."

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