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Sob o lema “Abaixo o pacote laboral! Aumentar salários!”, a manifestação juntou centenas de pessoas numa marcha que terminou junto às escadarias da Assembleia da República. Antes do início do protesto, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que, apesar das reuniões realizadas, “o essencial das intenções do Governo mantém-se”, apontando para um aumento da precariedade no mercado de trabalho.
Referindo-se ao protesto, o dirigente sublinhou que “está aqui mais uma vez, a voz de quem trabalha, na rua”, acrescentando que “era bom que o Governo se apercebesse disso”.
“O que temos neste pacote laboral é a possibilidade de um trabalhador entrar hoje no mercado de trabalho e permanecer toda a sua vida contributiva em situação precária”, alertou. Entre as medidas mais contestadas, destacou a desregulação dos horários, o banco de horas individual, que classificou como “150 horas de trabalho extraordinário de graça para os patrões”, limitações à contratação coletiva e restrições à entrada de sindicatos nos locais de trabalho.
Já durante a manifestação, Tiago Oliveira classificou o protesto como “uma grande demonstração de força, unidade e confiança de que outro rumo é possível”, sublinhando que a mobilização decorre no mesmo dia de mais uma reunião da Concertação Social, da qual a CGTP está afastada.
O dirigente sindical acusou o Governo de não querer ouvir os trabalhadores, alegando que a central sindical foi excluída das negociações. “Não quer reunir com a CGTP porque não quer ouvir as propostas dos trabalhadores, mas antes as dos patrões”, afirmou, reiterando a exigência de retirada integral do pacote laboral.
Também presente na manifestação, o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, considerou que a exclusão da CGTP evidencia falta de vontade negocial por parte do executivo. “Está claro desde o princípio que o Governo não está interessado em negociar o que é verdadeiramente importante”, disse.
A CGTP insiste que continuará a luta até à retirada da proposta, defendendo que o atual pacote representa “um profundo retrocesso” para os direitos laborais em Portugal.
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