Luís Montenegro falou no encerramento das jornadas parlamentares do PSD, realizadas em Caminha sob o lema 'Portugal: Resiliência e Ambição', sublinhando que o Governo vai reunir-se no início da próxima semana com os parceiros sociais para discutir a lei laboral, e que pretende "esgotar todas as possibilidades de aproximação", sem eternizar a discussão.

"Temos de ganhar esta luta, com moderação, com sentido de responsabilidade, com certeza, mas com sentido de mudança, com sentido de coragem para ousar fazer diferente", apelou o primeiro-ministro, numa intervenção de mais de 40 minutos centrada no pacote laboral do Executivo.

Montenegro pediu ainda "lealdade institucional e sentido de responsabilidade" a todos os parceiros sociais, criticando a UGT por apresentar uma "proposta desenquadrada" no processo negocial. O primeiro-ministro apelou diretamente à central sindical para que "não capitule face à outra central sindical", a CGTP, conhecida por não alinhar em compromissos no âmbito da concertação social.

Num momento da intervenção, Montenegro comparou a posição da CGTP com a do partido Chega, ambos pedindo a revisão total da lei laboral, afirmando que "muitas vezes diz-se e bem que os extremos tocam-se. Neste caso concreto é que nem uma luva".

O líder do Governo reforçou a ideia de que a modernização das regras laborais é essencial para aumentar a competitividade, criar oportunidades e permitir a adaptação de Portugal às exigências do mercado atual.