Ministro da Educação pede desculpas aos professores após assumir falhas na correção dos exames

Catarina Borges Duarte
Catarina Borges Duarte

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O ministro da Educação, Ciência e Inovação assumiu que o processo de correção digital dos exames do Ensino Secundário aconteceu com “vários erros”. Depois de uma onda de críticas que pôs Fernando Alexandre debaixo de fogo, chegou hoje, 13 de julho, um pedido de desculpas do governante aos professores.

“Infelizmente, e lamento, e peço desculpa aos professores, houve professores que tiveram de corrigir duas e três vezes a mesma prova precisamente porque foi identificado um erro”, afirmou Fernando Alexandre, acrescentando que os docentes “não podem corrigir provas com erros”.

Em causa estão falhas que surgiram devido aos exames, feitos em papel, serem corrigidos em formato digital. Assim, as mais de 300 mil provas feitas pelos estudantes do Secundário foram transportadas para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, em Sintra, para serem digitalizadas. Depois disso, foram distribuídas para correção através de uma nova plataforma que teve problemas desde o início do processo.

Os primeiros relatos de dificuldades dos professores surgiram a 23 de junho, com docentes a queixarem-se de não receberem os exames, de terem problemas para aceder à plataforma e de haver folhas trocadas ou em falta. Além disto, o portal chegou a estar “em manutenção” durante várias horas.

Os constrangimentos provocaram alterações ao calendário: a correção dos exames decorre até amanhã, 14 de julho, em vez de ter terminado no passado dia 11. Já a divulgação dos resultados vai acontecer a partir de sexta-feira, dia 17.

Também o calendário da segunda fase sofreu alterações, com o início marcado para 2o de julho, em vez de dia 16 como inicialmente previsto. Esta mudança levou famílias a contestarem as mudanças das datas, alegando prejuízos financeiros e ansiedade de quem já tinha as férias de verão planeadas com base no primeiro calendário oficial do Ministério da Educação. Em resposta, Fernando Alexandre acusou as famílias de serem imprudentes e as críticas ganharam ainda mais força.

Os problemas com o processo de correção dos exames provocaram a criação de petições públicas, uma das quais pedia a anulação das provas. Além disto, a Fenprof decidiu avançar com uma queixa na Procuradoria-Geral da República por considerar que há "inúmeros indícios" que colocam em causa a credibilidade da plataforma usada na correção.

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