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Os trabalhadores oriundos de países como a Índia, China, Brasil, Ucrânia e Cabo Verde, têm atualmente um peso crescente na demografia e no mercado de trabalho do Luxemburgo. O retrato é traçado pela Agência para o Desenvolvimento do Emprego (ADEM), no estudo Zoom Emprego citado pelo Contacto, que destaca o perfil jovem e altamente qualificado destes imigrantes.
Entre 2018 e 2025, a população em idade ativa aumentou 12,5%, com a proporção de nacionais de países terceiros a subir de 9,4% para 13,1%, o equivalente a mais 22 mil pessoas. No mercado de trabalho, estes trabalhadores representavam 12,2% dos residentes empregados em setembro de 2025, após a entrada de mais 31.605 trabalhadores no período analisado.
A maioria tem entre 30 e 44 anos e apresenta níveis elevados de qualificação académica, estando cada vez mais presente em setores de elevado valor acrescentado, como atividades especializadas, científicas e técnicas, informação e comunicação, finanças e seguros. Também se destacam no alojamento e restauração e no ensino privado.
O estudo assinala igualmente um aumento de 52% no número de candidatos a emprego de países terceiros inscritos na ADEM entre 2018 e 2025. No final de 2025, quase um em cada quatro candidatos era nacional de um país terceiro. Mais de 40% possuíam um diploma de ensino superior, embora a maioria tenha obtido essa qualificação fora da União Europeia, o que pode dificultar o reconhecimento das competências.
A integração destes profissionais continua a enfrentar desafios relacionados com o domínio das línguas oficiais, diferenças nos enquadramentos regulamentares e limitações de mobilidade. Ainda assim, a ADEM considera estes candidatos um recurso essencial para responder às necessidades de mão de obra do país e defende a adaptação das práticas de recrutamento para melhor aproveitar as suas competências.
Segundo dados do governo do Luxemburgo, citados pelo Jornal de Notícias, em 2025, houve menos portugueses a emigrar para o Luxemburgo, embora continuem a ser a maior comunidade estrangeira no país, representando 12,8% da população total. Nesse ano, 3.147 portugueses mudaram-se para o Luxemburgo, abaixo dos 3.469 registados em 2024, enquanto 2.898 portugueses deixaram o país.
Os portugueses, juntamente com franceses e italianos, representam mais de metade da população estrangeira residente no Grão-Ducado. A comunidade portuguesa destaca-se também nas naturalizações: 1.153 portugueses adquiriram a nacionalidade luxemburguesa em 2025, e 24,7% dos luxemburgueses com dupla nacionalidade têm nacionalidade portuguesa.
No total, a imigração para o Luxemburgo caiu 2,9% face ao ano anterior, com 24.985 entradas e 17.141 saídas. Apesar disso, o saldo migratório manteve-se positivo, com 7.844 pessoas.
Os estrangeiros representam atualmente 46,6% da população luxemburguesa. O país tem 690.959 habitantes e cerca de 180 nacionalidades. Segundo este relatório do Governo, o crescimento populacional do Luxemburgo continua dependente da imigração, tendo a população aumentado 1,3% em relação ao ano anterior.
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