Trump queria ajuda para libertar Estreito de Ormuz e agora admite abandonar
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu esta quarta-feira a possibilidade de Washington abandonar a operação de segurança no Estreito de Ormuz, numa nova crítica dirigida aos aliados da NATO que se recusam a participar na reabertura da via marítima, bloqueada pelo Irão no atual contexto de escalada militar no Médio Oriente.
Numa mensagem publicada na rede Truth Social, Trump questionou o papel dos Estados Unidos na garantia da estabilidade da região e sugeriu que os países que mais dependem daquela rota energética deveriam assumir maiores responsabilidades. “Pergunto-me o que aconteceria se deixássemos que os países que utilizam o estreito fossem responsáveis”, escreveu, acrescentando que uma eventual retirada norte-americana poderia levar “aliados indiferentes” a agir de forma mais célere.
O chefe de Estado norte-americano tem demonstrado crescente irritação com a posição de países como França e Reino Unido, que rejeitam envolver-se diretamente na operação. Na terça-feira, Trump classificou essa recusa como um “erro realmente estúpido”, embora tenha sublinhado que os Estados Unidos “já não precisam e não querem” apoio aliado para a missão, admitindo ainda assim que Washington “gostaria de alguma ajuda”, nomeadamente na deteção de minas marítimas.
A admissão de uma possível saída dos EUA da operação surge, assim, como um instrumento de pressão política e estratégica. Ao colocar em causa o envolvimento norte-americano, Trump procura forçar os aliados a assumirem custos e riscos numa região vital para os seus próprios interesses energéticos, reduzindo aquilo que considera ser uma dependência excessiva da proteção militar dos Estados Unidos.
O Estreito de Ormuz é uma das principais artérias energéticas globais, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial e uma percentagem semelhante de gás natural liquefeito. O seu bloqueio por Teerão ocorreu após os ataques militares lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos iranianos, a 28 de fevereiro.
Desde então, o conflito alastrou, com o Irão a lançar ataques contra Israel, bases norte-americanas e infraestruturas em vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Em paralelo, as Forças Armadas dos EUA realizaram novos ataques contra posições iranianas fortificadas nas imediações do estreito, intensificando uma escalada militar com impacto direto na segurança energética global.
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