"Casa para Viver". Manifestação junta 16 cidades pelo direito à habitação

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Este sábado, mais de mil pessoas saíram à rua pelo direito à habitação e por medidas que não levem a que as pessoas acabem na rua. Em Lisboa, o ponto de partida foi no Marquês de Pombal, já no Porto, o protesto começou na Praça da Batalha.

Carolina e Arturo saíram hoje à rua para participarem na manifestação, visto que, mal conseguem arrendar um quarto. "O preço das casas está completamente incomportável e a habitação é um direito. Se não sairmos agora à rua, um dia estamos nós na rua", diz Carolina Silva à agência Lusa, citada pelo CM.

Segundo um Relatório do Conselho Europeu, Lisboa é a cidade da União Europeia onde os habitantes destinam uma maior parcela do salário para a habitação (a proporção entre o salário e a renda é de 116%, o que significa que apenas um rendimento médio não chega para alugar um apartamento) a isto acresce a constante subida dos preços afastando cada vez mais o sonho de uma "casa portuguesa, com certeza".

A solução da casa partilhada é cada vez mais difícil. "Vivo numa casa partilhada com colegas de casa, com uma renda que também continua a aumentar", conta Carolina Silva, sublinhando que o salário mal chega.

Arturo é um investigador espanhol, que trabalha e vive em Lisboa, demonstra-se crítico das políticas apresentadas por Luís Montenegro, mas afirma que a situação em Espanha "é muito semelhante".

"Todas as políticas progressistas são engolidas pelo aumento das rendas e pelo aumento da inflação. Foi o que aconteceu aqui com o governo da geringonça. As ideias eram boas, a política era boa, mas, enquanto a riqueza estiver nas mãos de um punhado de parasitas, a política do Governo não pode mudar muita coisa", diz.

As manifestações foram organizadas pela plataforma "Casa para Viver" que, juntando-se a outras organizações, escreveram um manifesto sobre a crise de habitação em Portugal.

"Já não dá para continuar a assistir à brutalidade que vivemos". É assim que começa o texto que critica duramente as medidas apresentadas pelo Governo.

Acusam o Executivo de através dessas medidas "premiarem quem lucra com a nossa crise", assim como "puxam os preços para cima e normalizam o absurdo, premiando senhorios(...),  recordando o episódio de Miguel Pinto Luz, ministro das Infrastruturas, quando numa entrevista ao jornal "ECO", em setembro de 2025, disse que "(...) a renda moderada é 2.300 euros, é um valor que resolve o problema a 90% do país e resolve grande parte das áreas de maior pressão".

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