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A decisão encerra uma ação coletiva apresentada em outubro de 2022, poucas semanas antes de Musk concluir a aquisição da rede social por 44 mil milhões de dólares. O julgamento decorreu durante várias semanas num tribunal federal de São Francisco e contou com o testemunho do próprio.
Os acionistas alegavam que, durante o período entre o anúncio e a concretização do negócio, Musk terá contribuído para a queda das ações com publicações e declarações públicas que levantavam dúvidas sobre a concretização da compra. Segundo os investidores, essas mensagens levaram-nos a vender ações, perdendo a oportunidade de beneficiar quando a aquisição foi concluída.
O júri considerou relevantes dois tweets publicados em maio de 2022, nos quais Musk referia que o acordo estava temporariamente suspenso e dependente de esclarecimentos sobre contas falsas na plataforma.
Os autores da ação pediam uma indemnização por perdas financeiras, mas não foi imediatamente conhecido o valor a atribuir após a decisão.
Durante o julgamento, a defesa de Musk tentou o arquivamento do caso, argumentando que as declarações não eram falsas nem tinham relação direta com as perdas dos investidores, de acordo com a CNN.
Paralelamente, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos apresentou, em janeiro de 2025, um processo contra Musk por alegada falha na divulgação atempada da sua posição acionista no Twitter, o que, segundo o regulador, lhe terá permitido adquirir ações a preços artificialmente baixos. Musk contestou também esse processo, defendendo que não cometeu qualquer irregularidade.
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