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A Administração de Produtos Terapêuticos da Austrália (Therapeutic Goods Administration, TGA) emitiu dois novos alertas de segurança para pessoas que utilizam medicamentos de destaque para diabetes e perda de peso, incluindo Ozempic, Wegovy, Saxenda, Trulicity e Mounjaro, escreve o The Guardian.
Os avisos referem-se a potenciais riscos para a saúde mental e a eficácia de contracetivos, embora não exista prova de uma relação causal direta.
A TGA explica que, devido a relatos de comportamento e ideação suicida associados aos agonistas do recetor GLP-1, os médicos devem “monitorizar os pacientes quanto ao surgimento ou agravamento de depressão, pensamentos ou comportamentos suicidas, e/ou quaisquer alterações incomuns de humor ou comportamento”. Este alerta aplica-se a toda a classe de medicamentos GLP-1 RAs, frequentemente referidos como semaglutidos.
Um estudo de 2024, que analisou a base de dados global da Organização Mundial da Saúde sobre reações adversas, identificou uma incidência ligeiramente superior ao esperado de pensamentos suicidas associados à semaglutida, mesmo em comparação com outros medicamentos para diabetes.
Perante este sinal internacional — um evento adverso potencialmente provocado por um medicamento que requer investigação adicional — a TGA solicitou pareceres independentes ao seu Comité Consultivo sobre Medicamentos.
Os especialistas concluíram que não havia evidência suficiente para estabelecer causalidade, mas destacaram a complexa inter-relação entre doenças mentais e distúrbios endócrinos crónicos, condições para as quais os GLP-1 RAs podem ser prescritos.
Estudos com doentes submetidos a cirurgia bariátrica também sugerem que a perda de peso rápida ou significativa pode ser um gatilho relevante do ponto de vista da saúde mental.
Além do alerta sobre saúde mental, a TGA emitiu um aviso separado para o Mounjaro relativo à contracepção. Após investigação sobre a possível redução da eficácia da contracepção oral ao iniciar ou aumentar a dose do medicamento, não foi possível excluir uma associação.
Como medida preventiva, a TGA atualizou as informações do produto, recomendando que os utilizadores de contraceptivos orais recorram a métodos não orais ou adicionem um método de barreira durante quatro semanas após a primeira dose e após cada aumento de dose. É ainda salientado que nenhum medicamento da classe GLP-1 RAs deve ser usado durante a gravidez.
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