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Hoje, é certificada pela União Europeia como prestadora qualificada de serviços de confiança digital, uma das poucas empresas portuguesas com este estatuto que garante o mesmo valor legal que documentos em papel.
A DigitalSign desenvolveu uma infraestrutura que permite às organizações desmaterializar processos críticos garantindo três elementos fundamentais: quem está a assinar, o que está a ser assinado e que essa prova se mantém válida ao longo do tempo.
“Na prática, desenvolvemos tecnologia que permite às organizações desmaterializar processos críticos, assegurando três elementos fundamentais: quem está a assinar, o que está a ser assinado e que essa prova se mantém válida ao longo do tempo”, conta-nos Miguel Cruz, Diretor Comercial e de Marketing da DigitalSign.
De Guimarães para Bruxelas
O coração da operação é o SigningDesk, uma plataforma que integra assinatura eletrónica, verificação de identidade, certificados digitais, selos temporais e arquivo eletrónico qualificado. O utilizador vê simplicidade, mas por trás existe uma cadeia técnica, legal e criptográfica complexa, totalmente alinhada com o regulamento europeu eIDAS (responsável por facilitar a segurança das transações transfronteiras).
Quando a Comissão Europeia escolheu a DigitalSign para suportar a sua primeira assinatura digital, foi mais do que um marco comercial.
“Simbolicamente, demonstrou que inovação crítica para a Europa pode nascer fora dos grandes centros tecnológicos, neste caso em Guimarães, e ainda assim responder às exigências mais elevadas do contexto europeu. Estrategicamente, foi um ponto de viragem”, sublinha Miguel Cruz.
Antes de qualquer reconhecimento comercial, houve um escrutínio técnico rigoroso, desde a arquitetura criptográfica até aos processos internos. Num contexto onde não existe tolerância ao erro, a DigitalSign passou todos os testes. O reconhecimento comercial surgiu depois, gerando confiança em todo o ecossistema: setor público, financeiro e grandes organizações privadas.
Soluções e desafios
Na banca, o SigningDesk resolve desafios de onboarding digital, contratação remota e conformidade regulatória. Na saúde, assegura consentimentos informados digitais com validade legal. Na logística, permite provas digitais de entrega e responsabilidade. Em todos estes setores, funciona como orquestrador de confiança, ligando identidade, assinatura, validação e arquivo num único fluxo.
Mas como é que se garante que um documento digital assinado hoje continuará juridicamente válido daqui a várias décadas? A resposta está no “arquivo eletrónico qualificado, através de selos temporais qualificados, renovação criptográfica periódica e preservação de formatos”.
A DigitalSign fornece um serviço de arquivo que, através do Long-Term Archive, permite a renovação automática da validade da assinatura. Assim, um documento digital pode ser apresentado em tribunal daqui a 20 ou 30 anos com plena validade.
“Hoje, os sistemas são relativamente seguros; o elo fraco passou a ser a identidade. A fraude baseada em deepfakes, engenharia social e IA generativa explora exatamente essa fragilidade. Por isso, a verificação de identidade deixou de ser um passo administrativo e passou a ser um elemento central da arquitetura de segurança digital.”
Quando a DigitalSign afirma que “quem assina é, inquestionavelmente, quem diz ser”, essa promessa é sustentada por identificação forte baseada em documentos oficiais, biometria, certificados digitais qualificados, criptografia assimétrica e registos de evidência auditáveis.
As “wallets” são o futuro?
As carteiras digitais europeias prometem mudar a forma como cidadãos e empresas provam identidade. Em vez de enviarem documentos completos, vão partilhar atributos específicos e verificáveis (identidade, idade, poderes de representação) com controlo total sobre o que é revelado. Mais privacidade, menos exposição de dados, processos mais eficientes.
A DigitalSign já tem a primeira wallet portuguesa aprovada pela Comissão Europeia, posicionando-se como infraestrutura de confiança para o ecossistema europeu.
Pode a DigitalSign ser considerada um caso de soberania digital europeia feita em Portugal?
“A DigitalSign é um exemplo claro de soberania digital europeia desenvolvida em Portugal, com tecnologia própria, alinhada com os valores europeus de privacidade, segurança e legalidade. A nossa ambição é contribuir ativamente para a construção da nova economia da confiança digital, onde inovação e segurança não são opostas, mas complementares e onde a Europa lidera pelo exemplo”, conclui Miguel Cruz, Diretor Comercial e de Marketing da DigitalSign.
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