O estreito de Ormuz é uma das mais estratégicas rotas marítimas do planeta. Um eventual encerramento por parte do Irão teria impacto direto no preço do petróleo e poderia desencadear uma reação militar internacional. Mas será que Teerão tem poder para o fazer?
O Conselho de Segurança da ONU vai realizar uma reunião de emergência este domingo à tarde após os ataques americanos contra instalações nucleares no Irão, anunciou a delegação da Guiana, que preside o organismo em junho.
Depois de os Estados Unidos terem unilateralmente abandonado o acordo de 2015, o Irão intensificou o seu programa nuclear. A janela de tempo para a produção de uma arma nuclear reduziu-se drasticamente e o último alerta foi dado no relatório de 31 de maio da Agência Internacional de Energia Atómica.
O secretário da Defesa norte-americano disse hoje que os Estados Unidos "não pretendem entrar em guerra" com o Irão, mas avisou que vão agir "rápida e decisivamente" caso os interesses dos EUA sejam ameaçados por Teerão como forma de retaliação.
O secretário da Defesa dos Estados Unidos afirmou hoje que os ataques devastaram o programa nuclear iraniano e representaram um "êxito esmagador", numa operação que resultou de meses de preparação e que não visou tropas ou população do Irão.
A aviação norte-americana bombardeou este domingo três das instalações nucleares mais protegidas do Irão, mas o xadrez do programa nuclear do Irão envolve também outras localizações.
O Parlamento iraniano recomendou hoje o fecho do Estreito de Ormuz, cuja decisão final compete ao líder supremo da república islâmica, o ayatollah Ali Khamenei.
Segundo a AFP, através da imprensa iraniana, "uma forte explosão foi ouvida" no dia de hoje na província de Bushehr, no sul do Irão, local da única central nuclear do país, após o ataque dos EUA durante a noite.
Numa declaração conjunta entre o secretário de Defesa dos EUA e o chefe do Pentágono, o ataque dos EUA ao Irão "não teve como alvo tropas ou iranianos", mas sim a "busca a paz", após a devastação do "programa nuclear do Irão".
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros reagiu aos apelos da União Europeia e Londres para voltar ao diálogo afirmando que os Estados Unidos e Israel "decidiram fazer explodir" a diplomacia ao bombardearem o Irão.
Vários países árabes condenaram hoje unanimemente o ataque dos Estados Unidos a três instalações nucleares no Irão, que consideraram uma “grave ameaça” para a segurança do Médio Oriente, e defenderam a urgência de conter a situação pela via diplomática.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, manifestou-se hoje preocupado com o risco de “grave escalada” no Médio Oriente e apelou para a “máxima contenção de todas as partes” e ao regresso às negociações com o objetivo de encontrar uma “solução diplomática”.
A presidente da Comissão Europeia afirmou hoje que o Irão deve comprometer-se com “uma solução diplomática credível” para “pôr fim a esta crise”, na sequência do bombardeamento dos EUA a instalações nucleares iranianas.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, apelou hoje para que o Irão “regresse à mesa das negociações”, na sequência dos ataques dos Estados Unidos contra as instalações nucleares de Teerão, sobre os quais foram informados.
Numa mensagem em inglês, Benjamin Netanyahu agradeceu ao presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, após o ataque às instalações nucleares iranianas desta noite.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano disse hoje que os Estados Unidos lançaram uma "guerra perigosa" contra o Irão, depois dos ataques norte-americanos a três instalações nucleares do país.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou-se hoje "gravemente alarmado com o uso da força pelos Estados Unidos contra o Irão", e advertiu que "não há solução militar" para substituir a diplomacia.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou este sábado que as forças armadas dos Estados Unidos atacaram três centros nucleares no Irão, incluindo Fordo, juntando-se diretamente ao esforço de Israel para decapitar o programa nuclear do país.
O exército israelita anunciou hoje à noite que estava a realizar ataques na região de Bandar Abbas, um importante porto no sul do Irão, no Estreito de Ormuz.
O Presidente do Irão disse hoje que "em nenhuma circunstância" a República Islâmica porá fim às atividades nucleares, sublinhando que o regime de Teerão está disposto a negociar, mas reivindicando o direito de as prosseguir com fins pacíficos.
O ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, anunciou este sábado que uma tentativa de ataque planeada pelo Irão contra cidadãos israelitas em Chipre foi frustrada com a ajuda das autoridades de Nicósia.