O que vai marcar a visita de Trump a Pequim?
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Quase uma década depois da última visita oficial de um presidente dos Estados Unidos à China, Donald Trump aterra esta quarta-feira em Pequim para um encontro com Xi Jinping que acontece num momento de elevada tensão internacional.
É a primeira visita oficial de Trump à China no seu segundo mandato e chega numa altura em que a relação entre as duas maiores potências mundiais continua marcada por desconfiança estratégica, apesar de uma recente trégua comercial. A agenda é extensa, mas há cinco temas que prometem dominar as conversações: o Irão, Taiwan, inteligência artificial, comércio e fentanil.
O conflito no Irão surge como uma das prioridades imediatas. Washington quer que Pequim use a sua influência diplomática e económica sobre Teerão para ajudar a estabilizar a região e garantir a reabertura do estreito de Ormuz, uma rota crucial para o petróleo mundial, e particularmente importante para a China, que depende dela para parte significativa das suas importações energéticas. Mas, a aproximação entre Pequim e Teerão, reforçada nos últimos anos, complica esse esforço.
Ao mesmo tempo, o tema de Taiwan volta ao centro da mesa. Pequim insiste em reafirmar a sua oposição à independência da ilha e quer sinais mais claros de Washington sobre o tema. Trump, por seu lado, já admitiu que a venda de armamento norte-americano a Taipé será discutida, um assunto sensível para a liderança chinesa e acompanhado com atenção por Taiwan.
A tecnologia é outro dos campos de batalha. Desde a última visita presidencial norte-americana à China, em 2017, a disputa pelos semicondutores e pela liderança em inteligência artificial tornou-se central na rivalidade sino-americana. Os Estados Unidos acusam Pequim de tentar obter tecnologia americana de forma indevida; a China acusa Washington de limitar o seu acesso a componentes estratégicos, nomeadamente chips avançados da Nvidia. Nos bastidores, há expectativa de que os dois líderes abordem também regras mínimas para a utilização segura da inteligência artificial.
No comércio, apesar de uma pausa recente na guerra tarifária, as tensões persistem. Trump chegou a impor tarifas superiores a 140% sobre produtos chineses, enquanto Pequim respondeu restringindo exportações de minerais críticos, fundamentais para cadeias de produção americanas. Agora, ambos procuram sinais de distensão: Washington quer mais compras chinesas de produtos agrícolas, energia e aviões; Pequim quer menos restrições tecnológicas e mais espaço para investimento nos EUA.
Por fim, há o fentanil. O combate ao opioide sintético tornou-se uma bandeira política para Trump, que acusa empresas chinesas de fornecer precursores químicos usados por cartéis mexicanos na produção da droga. Pequim rejeita as acusações e quer sair da lista norte-americana de países associados ao tráfico e produção de droga, um ponto que poderá ganhar relevância nas negociações.
Mas esta visita é também um teste político e simbólico. Em 2017, Trump foi recebido com honras de Estado e um jantar na Cidade Proibida, num gesto que ajudou a construir a narrativa de uma relação pessoal próxima entre os dois líderes. O contexto hoje é outro: há uma guerra no Médio Oriente, competição tecnológica, tensão sobre Taiwan e uma relação bilateral muito mais complexa.
A dúvida que acompanha esta visita é menos sobre o que será discutido, uma vez que isso está claro, e mais sobre o que poderá realmente mudar.
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