Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Na homilia da Missa da Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Maio, no Santuário de Fátima, D. Rui Valério afirmou que Fátima “não é um ponto de chegada”, mas “um ponto de envio”, apelando aos peregrinos para que transformem a experiência vivida na Cova da Iria em missão no quotidiano.
Perante os peregrinos reunidos no Santuário de Fátima, o Patriarca de Lisboa defendeu que a mensagem de Fátima “só é verdadeiramente acolhida quando se transforma em missão” e quando aquilo que os fiéis recebem “se torna luz para os outros”.
Na homilia da Solenidade de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, D. Rui Valério afirmou que a verdadeira devoção mariana implica responsabilidade e proximidade para com os outros. “Quem ama Maria aprende a amar como Maria”, declarou, acrescentando que amar “é carregar o sofrimento dos outros, é tornar-se próximo, é recusar a indiferença”.
O Patriarca sublinhou ainda que Fátima nasceu da contemplação de “uma luz” que mudou a vida dos três pastorinhos e sustentou que “toda a verdadeira experiência cristã” começa quando o homem “se deixa alcançar pela luz de Deus”.
Ao longo da sua intervenção, D. Rui Valério destacou a ideia de transformação interior, afirmando que o cristão “não leva ao mundo apenas palavras”, mas “uma luz recebida” e “um coração transformado”.
Referindo-se à multidão presente no recinto, o Patriarca de Lisboa considerou que uma das “maiores profecias de Fátima” é a ideia de que “a humanidade só encontrará paz quando descobrir novamente que é família”.
Na parte final da homilia, apelou aos peregrinos para que regressem às suas casas “com alegria”, “coragem” e “entusiasmo”, levando “esperança aos desanimados”, “reconciliação onde há divisão” e “paz onde há violência”.
“Não basta admirar Fátima. É preciso viver Fátima. Não basta acender uma vela. É preciso tornar-se luz”, afirmou.
A homilia terminou com uma oração dirigida a Nossa Senhora de Fátima, pedindo que abra o coração dos peregrinos "à luz de Deus”.
“Casa da Mãe” acolhe doentes e sofredores
Na “Palavra aos Doentes” da peregrinação de 13 de maio, a irmã Inês Vasconcelos apelou à confiança em Jesus e em Maria perante o sofrimento, convidando os peregrinos a transformar a fragilidade em lugar de encontro e esperança.
Dirigindo-se aos peregrinos presentes em Fátima e aos que acompanhavam a celebração através dos meios digitais, a religiosa das Servas de Nossa Senhora de Fátima enquadrou a peregrinação no tempo Pascal, sublinhando que Jesus ressuscitado “vem dar a Sua paz, iluminar as nossas noites, reerguer-nos a esperança”.
Recorrendo ao episódio bíblico dos discípulos de Emaús, a irmã Inês Vasconcelos afirmou que, “quando tudo parecia ter falido”, Jesus se torna “companheiro de viagem”, acolhendo as confidências e iluminando o mistério do sofrimento, da dor e da morte.
Na intervenção, a religiosa referiu que muitos crentes sentem, por vezes, que caminham sozinhos no mundo, mas lembrou que “o Senhor Jesus, sacramentalmente presente no Pão Eucarístico”, se aproxima de todos, “com carinho especial de quantos vivem em situação de dor”.
A mensagem apelou ainda aos doentes para que confiassem a Jesus “tribulações, dores, sofrimentos, medos” e o “cansaço”, recordando que “o Coração Imaculado de Maria é o caminho para ver a Deus”.
Evocando o episódio das bodas de Caná, a irmã Inês Vasconcelos afirmou que Maria continua a apontar para Jesus, repetindo as palavras: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
A religiosa descreveu os peregrinos como “mendigos de saúde, de alegria, de paz, de esperança” e afirmou que a verdadeira felicidade “não depende da saúde ou da doença, da pobreza ou da riqueza, do êxito ou do fracasso”, mas do acolhimento da Palavra de Deus.
Na parte final da mensagem, a irmã Inês Vasconcelos convidou os fiéis a unir o sofrimento ao de Jesus na cruz, “pela paz, pela salvação do mundo”, à semelhança dos santos pastorinhos Francisco Marto e Jacinta Marto.
A religiosa encerrou a “Palavra aos Doentes” com uma citação de Lúcia de Jesus, retirada do diário da vidente de Fátima: “Espero também na proteção do Imaculado Coração de Maria que será sempre o meu refúgio, o meu guia, a minha força, a luz do meu caminho”.
Um cálice que lembra o atentado à vida de João Paulo II
Neste 13 de maio, além do 109.º aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, assinalam-se também os 45 anos do atentado à vida do Papa João Paulo II, que aconteceu em Praça de São Pedro, em Roma, a 13 de maio de 1981.
Para assinalar a data, foi usado na celebração da missa o cálice oferecido ao Santuário de Fátima pelo Pontífice.
Na tarde de ontem, na conferência de imprensa que antecipou a Peregrinação Internacional Aniversária de Maio, o reitor do Santuário de Fátima recordou este acontecimento.
“Há 45 anos, percebemos de forma mais clara que, como lembra a Mensagem de Fátima, o poder da oração é mais forte que o poder das balas. Olhar para aquela bala é olhar para os dramas da história da humanidade, a que a Igreja não é alheia, desde logo a partir da figura dos Papas, como também Leão XIV tem demonstrado”, disse o padre Carlos Cabecinhas.
A ligação de João Paulo II ao Santuário é também marcada pela bala do atentado, que foi oferecida pelo Papa a Nossa Senhora de Fátima e está incrustada na Coroa Preciosa, hoje utilizada.
“O papa João Paulo II, que por três vezes se fez peregrino da Cova da Iria, achou que não haveria melhor lugar para custodiar a bala do atentado que o Santuário de Fátima, tendo oferecido o projétil que, como é amplamente conhecido, se encontra na coroa preciosa da Imagem de Nossa Senhora”, recordou o reitor.
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários