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O presidente norte-americano Donald Trump voltou a provocar tensão diplomática ao insinuar que a Venezuela poderia tornar-se o 51.º Estado dos Estados Unidos da América. A polémica começou depois de o republicano publicar, na sua plataforma Truth Social, um mapa da Venezuela preenchido com as cores da bandeira norte-americana acompanhado da expressão “51.º Estado”.

A publicação surgiu apenas um dia depois de Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, ter afirmado que o país “nunca considerou” essa possibilidade. Em declarações aos jornalistas, em Haia, nos Países Baixos, Delcy Rodríguez sublinhou que os venezuelanos valorizam “o processo de independência” e os “heróis e heroínas” nacionais.

Trump já tinha feito comentários semelhantes anteriormente, sobretudo em relação ao Canadá, que várias vezes referiu como potencial “51.º Estado” norte-americano. Agora, o foco parece ter-se deslocado para a Venezuela, país com uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Segundo vários meios internacionais, o presidente norte-americano terá dito à Fox News que está a “considerar seriamente” essa hipótese.

Apesar da rejeição da ideia de anexação, Delcy Rodríguez reiterou que Caracas pretende manter uma “agenda diplomática de cooperação” com Washington. As relações entre os dois países foram restabelecidas em março deste ano, sete anos depois de Nicolás Maduro ter rompido relações diplomáticas com os EUA.

As declarações de Trump acontecem num contexto de aproximação entre Washington e Caracas após a queda de Nicolás Maduro, afastado do poder no início do ano.

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