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Segundo a académica, em entrevista à Lusa, estas ações incluíram contactos diretos com conselhos académicos europeus e intervenções diplomáticas, nomeadamente da embaixada israelita em Lisboa, com o objetivo de monitorizar e influenciar atividades relacionadas com a Palestina nos campus universitários.
Em Portugal para um ciclo de palestras promovido pela Universidade NOVA de Lisboa sobre escolasticídio e ataque ao conhecimento na Palestina, Maya Wind classificou esta atuação como uma estratégia de “contra-insurgência” que, defende, deve ser debatida no espaço académico. A investigadora destacou ainda a responsabilidade das universidades europeias, devido às suas ligações institucionais com universidades israelitas, e sublinhou que várias instituições europeias, incluindo em Espanha, Países Baixos, Bélgica e Irlanda, já suspenderam parcerias académicas com Israel.
A académica considera que a suspensão destas colaborações já está em curso em vários países e aponta que algumas universidades portuguesas estarão também a dar passos nesse sentido. Defende ainda que a União Europeia deveria avançar para a suspensão do Acordo de Associação com Israel.
O conflito na Faixa de Gaza já causou mais de 72 mil mortos no enclave palestiniano, segundo autoridades locais. Um cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro de 2025.
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