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As escavações, conduzidas por Rebeca Blanco-Rotea, da Universidade do Minho, e Xurxo Salgado, da Universidade de Santiago de Compostela, identificaram uma mina romana reutilizada e vestígios de uma possível torre ou atalaia da Baixa Idade Média, confirmados por cerâmicas medievais reaproveitadas nas construções.
Foram também encontrados vestígios metálicos, compatíveis com uma reocupação militar do século XVII. Os arqueólogos identificaram ainda uma segunda elevação fortificada ligada à principal, sugerindo que As Torres funcionava como um sistema defensivo integrado.
“Partimos da hipótese de que havia uma estrutura militar, identificada em 2023, associada às posições adotadas pelo exército castelhano em 1666, controlando a passagem para Val do Rosal e Tui durante a Guerra da Restauração. Mas agora sabemos que essa elevação serviu anteriormente como possível torre baixo-medieval, o que se liga ao topónimo do lugar”, explicou a arqueóloga Rebeca Blanco-Rotea.
Os trabalhos fazem parte do projeto científico Fortalezas da Fronteira, que estuda o sistema defensivo da raia do Minho ao longo da História. A investigação contou com a Unidade de Arqueologia e o Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) da UMinho, em colaboração com o grupo Novos Medios da Universidade de Santiago de Compostela, financiamento da Xunta de Galicia, apoio da Direção-Geral da Juventude e voluntários no trabalho de campo, além da colaboração da Comunidade de Montes de Taborda.
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