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O trajeto dos aviões foi acompanhado em tempo real por vários utilizadores através de plataformas como o FlightRadar24, que mostraram os F-18 a realizar um percurso em formato de laço sobre o golfo, a menos de cerca de 160 quilómetros de Maracaibo, a segunda maior cidade do país. Os aparelhos voaram a aproximadamente 8 mil metros de altitude entre duas regiões estratégicas para a indústria petrolífera venezuelana: os estados de Zulia e Falcón.

"Permaneceram na zona realizando várias voltas antes de abandonarem o espaço aéreo venezuelano em direção ao norte, desligando depois os seus transponders", segundo o canal de televisão colombiano NTN24.

O diário venezuelano El Nacional indica que as aeronaves "operavam sob os códigos hexadecimais AE53C1 e AE1AE7, nos registos ADS-B".

"Ambas partiram do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78), que retomou manobras na zona como parte da mobilização norte-americana destinada a reforçar as operações antinarcóticos e de vigilância estratégica no hemisfério", explica o El Nacional na sua página na internet.

No sábado, o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que as Forças Armadas da Venezuela estão "mais do que preparadas" para defender o país de eventuais agressões de Washington, que acusa de tentar provocar uma mudança de regime, revela o Observador, citando a Lusa.

"Tenho ao meu redor umas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas refundadas nos seus valores, nos seus princípios, no seu carácter humanista. Umas Forças Armadas independentistas, com carácter de liberdade e identidade nacional como nunca antes, e hoje mais coesa do que nunca, unida ao povo, unida como nunca antes na história da Venezuela (...) e cada vez mais profissionais, mais populares e mais preparadas para dar uma resposta contundente a quem ousar agredir o espírito nacional, a integridade da pátria, o nosso gentílico", disse à televisão estatal venezuelana.

O Ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello afirmou que a Venezuela "está em revolução pacífica, mas não em revolução desarmada", assegurando que o país é capaz de "uma resistência ativa prolongada".

A tensão EUA-Venezuela começou a aumentar após Trump anunciar que estava preparado para “utilizar qualquer meio” para combater o narcotráfico alegadamente proveniente da Venezuela, não excluindo uma ação militar.

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