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Nascida em 1938, em Tunes, na Tunísia, então protetorado francês, Claudia Cardinale descobriu o cinema quase por acaso. A vitória num concurso de beleza abriu-lhe as portas do Festival de Veneza e, pouco depois, do seu primeiro papel em "Goha" (1958). Rapidamente se tornou presença indispensável em algumas das mais importantes produções da época.

A sua carreira é inseparável de títulos como "O Leopardo" (1963), de Luchino Visconti, onde contracenou com Alain Delon e Burt Lancaster, ou "Aconteceu no Oeste" (1969), de Sergio Leone, um clássico absoluto do western spaghetti (filmes de faroeste produzidos principalmente por cineastas italianos entre as décadas de 1960 e 1970).

Embora tenha trabalhado em Hollywood — em produções como "A Pantera Cor-de-Rosa" (1963) ou "Circus World" (1964) —, foi no cinema europeu que consolidou a sua identidade artística. Ao longo dos anos 1970, dividiu-se entre o grande e o pequeno ecrã, sem nunca perder o estatuto de diva incontornável.

A sua longa carreira valeu-lhe reconhecimento internacional: recebeu um prémio de honra no Festival de Veneza (1993), o Urso de Ouro honorário do Festival de Berlim (2002) e, em Portugal, o Prémio Carreira no Festival Internacional de Cinema do Funchal.

Claudia Cardinale trabalhou até muito tarde. Em 2022, ainda participou em The Island of Forgiveness e em 'Claudia', filme que acabaria por ser a sua despedida, segundo o site especializado IMDb.

A artista faz parte da chamada “era dourada” do cinema europeu das décadas de 1960 e 1970, onde partilhou o estrelato com nomes como Sophia Loren, Brigitte Bardot ou Gina Lollobrigida.

O seu agente, Laurent Savry, resumiu o legado da atriz numa declaração à AFP: "Ela deixa-nos o legado de uma mulher livre e inspirada, tanto na sua trajetória como mulher, quanto como artista".

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