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Em direto para a CNN Portugal, no espaço de comentário, o antigo ministro da Cultura do Governo XXIII, liderado por António Costa, Pedro Adão Silva afirmou: "Não posso deixar de dizer duas palavras. Primeiro é que um dos grandes fatores de afirmação de Portugal no mundo é o cinema português. O cinema português é algo que nos devemos, mesmo, orgulhar porque temos uma mão cheia de grandes cineastas que fazem mesmo a diferença, e o João Canijo era um deles. Um cineasta com uma linguagem muito particular, com uma capacidade de filmar e dar lugar às mulheres na sua cenografia notável e que fazia um cinema que era português", disse o agora comentador do canal.
"Muitas vezes em Portugal não somos capazes [de dar esse reconhecimento] à cultura que aqui é feita e que tem mesmo muita qualidade", acrescentou o antigo ministro.
João Canijo venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim em 2023 com o filme ?Mal Viver'. Na altura, no seu discurso de aceitação do prémio, agradeceu à equipa de produção e distribuição, assim como à equipa que consigo criou o filme, "composta quase completamente por mulheres", nomeando em especial a diretora de fotografia, Leonor Teles.
"Para terminar, [agradeço] às mulheres que me deram a sua vida para este filme, as atrizes, são maravilhosas e deram-me a sua vida", afirmou ainda o realizador.
João Canijo era natural do Porto, estudou História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, entre 1978 e 1980, estudos que abandonou para se dedicar ao cinema. Trabalhou como assistente de realização de cineastas como Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Alain Tanner e Werner Schroeter.
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