Israel continua ataques a Teerão enquanto Trump suspende ofensiva norte-americana
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Donald Trump anunciou uma pausa temporária nos ataques norte-americanos a centrais energéticas iranianas, após conversações “produtivas” com Teerão. Apesar disso, Israel iniciou nova ronda de ataques a alvos militares na capital iraniana.
O que aconteceu?
O Exército de Israel anunciou o lançamento de uma nova vaga de ataques em Teerão, mesmo depois de Donald Trump ter indicado uma suspensão temporária das ofensivas dos Estados Unidos sobre infraestruturas energéticas iranianas, numa decisão tomada após conversações que qualificou como “produtivas”.
Segundo o The Guardian, o Exército de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) esclareceu que continuará as operações de acordo com as diretivas do Governo israelita até novas instruções.
Cerca de 40 minutos após Trump anunciar a extensão, por cinco dias, do prazo para ataques às centrais de energia do Irão, a IDF informou na sua conta na rede social X que “acabou de iniciar outra vaga de ataques visando a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerão”. Apesar dos bombardeamentos, a IDF garantiu que a infraestrutura energética será poupada, indicando uma possível alinhamento com a decisão norte-americana de suspender ataques a centrais e outros locais relacionados com a energia.
Por sua vez, os Guardas Revolucionários do Irão anunciaram um novo ataque a alvos em Israel.
O que disse Trump no dia de hoje?
Antes dos ataques mais recentes de Israel, Trump escreveu nas redes sociais que Washington e Teerão “tiveram, nos últimos dois dias, conversações muito boas e produtivas” e que tinha instruído o Departamento da Guerra a adiar todos os ataques militares contra centrais energéticas iranianas durante um período de cinco dias, dependendo do sucesso das negociações em curso.
Fontes próximas do planeamento militar israelita indicaram que Washington manteve os responsáveis israelitas informados sobre as discussões com Teerão, sugerindo que Israel se alinharia com os Estados Unidos na suspensão de ataques a instalações energéticas iranianas.
Mais tarde, Donald Trump declarou novamente que Teerão está interessado em chegar a um acordo com Washington, sublinhando que existem “pontos de concordância significativos” entre os dois países.
Em declarações aos jornalistas, Trump explicou que os contactos decorreram no domingo e que espera que um acordo seja alcançado muito em breve. Entre os intervenientes do lado americano estiveram o enviado para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner. Do lado iraniano, o diálogo terá ocorrido com um líder considerado “respeitado”, mas que não é o novo líder supremo, Ayatollah Mojtaba Khamanei.
Trump enfatizou que não foi ele quem iniciou o contacto: “Eu não liguei, eles ligaram – e queriam fazer um acordo.” Reforçou que a eliminação do programa nuclear iraniano é essencial para qualquer entendimento, alegando que Teerão teria concordado com essa condição.
“Estamos muito dispostos a fechar um acordo. Tem de ser um bom acordo e não pode haver mais guerras, nem armas nucleares. Eles não vão ter armas nucleares daqui para a frente. Estão a concordar com isso. Qualquer uma dessas condições, sem isso, não há acordo”, disse
Quais os últimos ataques ao Irão?
Dados da Human Rights Activists News Agency (HRANA) indicam que, nas últimas 24 horas, se registaram pelo menos 206 ataques em 15 províncias do Irão, com pelo menos quatro vítimas entre mortos e feridos, civis e militares.
Com a morte de uma criança, esta segunda-feira, estima-se que cerca de 15% das vítimas iranianas tenham menos de 18 anos. Em Tabriz, pelo menos seis pessoas morreram em ataques a residências, segundo a agência Fars.
Desde o início da guerra, os números de mortos ultrapassam os 1.500, com algumas organizações de direitos humanos a reportarem até 3.230.
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