Ministro defende aumento das propinas enquanto estudantes pedem ensino superior gratuito
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No mesmo dia em que estudantes saíram à rua para defender o fim das propinas e um ensino superior gratuito, o ministro da Educação voltou a colocar o tema no centro do debate mas, no sentido oposto.
Fernando Alexandre defendeu que o valor das propinas deve ser atualizado de acordo com a inflação, argumentando que, apesar de estarem congeladas, têm vindo a perder peso real nos últimos anos. Para o Governo, sublinhou, estas continuam a ser uma fonte relevante de financiamento das instituições, contribuindo para a sua autonomia.
Do lado dos estudantes, a resposta manteve-se firme. A gratuitidade do ensino superior continua a ser uma reivindicação histórica, lembrada neste Dia Nacional do Estudante, num protesto em Lisboa que voltou a colocar pressão sobre o Executivo.
Apesar do desacordo em torno das propinas, houve pontos de convergência. A necessidade de reforçar a ação social, sobretudo no acesso ao alojamento, reuniu consenso. O ministro anunciou que, até setembro, estarão disponíveis mais 14 mil camas em residências universitárias, ainda que reconheça que o problema está longe de ficar resolvido.
Com cerca de 175 mil alunos deslocados, o custo do alojamento continua a ser apontado como uma das principais barreiras ao ensino superior. Em cidades como Lisboa e Porto, os preços podem atingir os 400 ou 500 euros por quarto, um fator que, segundo representantes estudantis, condiciona o acesso e o sucesso académico.
O Governo garante que estão em curso dezenas de novas residências em todo o país, mas admite desafios na gestão e ocupação destes espaços. Ao mesmo tempo, a proposta de reforma da ação social foi bem acolhida pelos estudantes, que pedem rapidez na sua concretização.
No meio de posições divergentes e promessas de resposta, o dia terminou com um sinal que o próprio ministro fez questão de sublinhar: a contestação dos estudantes, disse, é não só legítima como necessária numa democracia.
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