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O que significa este aumento?
O Governo aprovou uma descida nas taxas de IRS que entrou em vigor apenas em julho e que se reflete nos salários através de retenções mais baixas do imposto. Em agosto e setembro, o Executivo decidiu aplicar uma retenção de IRS mais baixa que a prevista nos escalões de forma a compensar o que foi pago de janeiro a julho, data de entrada em vigor das novas taxas. "Em agosto e setembro vai pagar menos IRS mas também vai receber aquilo que foi pago a mais desde janeiro, logo o alívio fiscal nestes meses será mais significativo", pode ler-se numa publicação oficial nas redes sociais.
Apesar de o alívio fiscal nestes meses ser mais significativo, não passa de um acerto de contas. No próximo ano, o reembolso de IRS pode ser menor e alguns contribuintes até poderão ter de o pagar.
O que muda em outubro?
A partir de outubro, serão aplicadas as taxas de IRS habituais, alinhadas com os novos escalões, “que mesmo assim são mais baixas do que as anteriores”, segundo o governo.
“Os contribuintes sentem já o alívio fiscal, ficando com mais liquidez de forma imediata, sem ter que esperar pelo reembolso do próximo ano”, lê-se, mas a mudança é temporária.
Na prática, se um contribuinte tem um salário bruto mensal de 1.500€, poderá receber mais 200 a 300€ líquidos no conjunto de agosto e setembro. Isso significa que, em 2026, esse montante já foi antecipado — e não virá como reembolso.
Este valor "extra" é, assim, um adiantamento do reembolso que receberia no IRS de 2026 e que agora será menor ou até inexistente.
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