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O plano, chamado Prime, incluía descontos em voos, lugares reservados gratuitos em até 12 viagens por ano e seguro de viagem. Segundo a companhia aérea, 55 mil passageiros aderiram ao programa, o que gerou 4,4 milhões de euros em subscrições — mas os membros beneficiaram de mais de 6 milhões de euros em vantagens, transformando a iniciativa num prejuízo para a empresa, avança o The Guardian.
Dara Brady, diretor de marketing da Ryanair, afirmou: “Este teste custou mais dinheiro do que gera. Este nível de adesão, ou de receitas de subscrição, não justifica o tempo e esforço necessários para lançar vendas mensais exclusivas de lugares Prime para os nossos 55.000 membros Prime”.
A companhia adiantou ainda que voltará a oferecer descontos “a todos os nossos clientes, e não a este subgrupo de 55.000 membros Prime”.
Lançado em fevereiro, o Prime custava 79 libras ou 79 euros por ano no Reino Unido e na União Europeia. Com lugares a variar entre 4,50 e 38 libras ou 5 a 43 euros, o programa permitia poupanças significativas aos membros que utilizavam o máximo de 12 viagens por ano.
A Ryanair confirmou que o programa deixará de aceitar novos membros a partir de 28 de novembro, mas garantiu que todos os atuais subscritores manterão os benefícios até outubro de 2026. Em comunicado, a companhia escreveu: “Estamos gratos aos nossos 55.000 membros Prime que aderiram a este teste Prime ao longo dos últimos oito meses, e podem ter a certeza de que continuarão a usufruir de poupanças exclusivas em voos e lugares durante o restante período da sua adesão de 12 meses”.
Líder europeia no setor low cost, a Ryanair transporta mais de 207 milhões de passageiros por ano e tornou-se conhecida por ter sido pioneira na introdução de taxas adicionais — incluindo a cobrança por bagagem de porão em 2006 e taxas de check-in em 2009.
Este ano, a companhia aumentou ainda os bónus para funcionários de aeroportos por cada mala de cabine não conforme que seja retirada a passageiros, que podem ser depois obrigados a pagar até 75 libras (85 euros).
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