O anúncio representa um passo significativo na aproximação do Reino Unido à União Europeia, diz o The Guardian. Segundo fontes ouvidas pelo jornal britânico, os detalhes finais do acordo já foram definidos, permitindo que os estudantes participem no programa Erasmus+ sem pagarem taxas extra a partir de janeiro de 2027.
A retoma do programa permitirá aos estudantes do Reino Unido aceder a estágios de formação profissional e intercâmbios desportivos por toda a UE, bem como a trocas académicas em instituições de ensino superior e colégios.
O Governo britânico estará particularmente interessado em estender os benefícios para além do ensino universitário tradicional, abrangendo outros grupos da população, incluindo regiões que votaram a favor do Brexit.
No quadro do acordo, os estudantes europeus que frequentem universidades no Reino Unido beneficiarão de uma isenção das taxas internacionais, pagando apenas o equivalente às taxas domésticas, atualmente limitadas a 9.535 libras por ano.
Por sua vez, os estudantes britânicos continuarão a pagar as suas taxas habituais no Reino Unido durante o ano de estudos na Europa, sendo elegíveis para uma bolsa que cubra os custos adicionais de vida no estrangeiro. Estudantes britânicos fora do programa Erasmus terão de suportar taxas internacionais mais elevadas, enquanto os europeus no Reino Unido podem pagar até 38.000 libras anuais.
As negociações foram lideradas pelo ministro britânico para as Relações com a UE, Nick Thomas-Symonds, e pelo seu homólogo europeu, Maroš Šefčovič, que se reuniram em Bruxelas na semana passada e conseguiram concluir o acordo sobre o Erasmus.
O Reino Unido tinha abandonado o programa após o Brexit, quando o então primeiro-ministro Boris Johnson alegou que não representava um bom investimento.
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