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A corrida presidencial portuguesa apresenta-se numa situação de empate técnico sem precedentes, com quatro candidatos separados por apenas quatro pontos percentuais, segundo dados registados pelo Pulso Eleitoral a menos de duas semanas da eleição e agora apresentados.
António José Seguro lidera com 18% no Pulso Eleitoral, seguido de muito perto por João Cotrim de Figueiredo (15,7%), Henrique Gouveia e Melo (15,4%) e André Ventura (15,4%).
Apesar da margem estreita, Seguro mantém a maior probabilidade de vitória, estimada em 47,8% segundo modelos estatísticos. A vantagem deve-se ao momentum ascendente que o antigo líder socialista tem demonstrado nas últimas semanas, contrastando com a estagnação ou ligeiro declínio de alguns dos seus rivais.
João Cotrim de Figueiredo surge como principal perseguidor, com 19,4% de probabilidade de vitória, mas a campanha do candidato da Iniciativa Liberal foi marcada por polémicas recentes. Declarações ambíguas sobre um possível apoio a André Ventura numa segunda volta e uma acusação de assédio negada pelo próprio levaram Cotrim a anunciar um processo por difamação, gerando críticas dos restantes candidatos.
André Ventura, líder do Chega, recupera terreno após semanas menos favoráveis, com 14,3% de probabilidade de vitória, enquanto Henrique Gouveia e Melo, o almirante que chegou a ser apontado como favorito, caiu para 15,2%. Mais atrás, Luís Marques Mendes regista 14% nas sondagens, mas apenas 3,3% de probabilidade de vitória.
Os candidatos da esquerda, António Filipe (PCP) e Catarina Martins (Bloco de Esquerda), enfrentam dificuldades, ambos com 5,3% nas intenções de voto e sem probabilidade matemática de vitória. Filipe apelou aos eleitores para votarem segundo as suas convicções, criticando a lógica do voto útil.
Com os votos tão dispersos entre os principais candidatos, uma segunda volta a 8 de fevereiro torna-se praticamente inevitável. O cenário mais provável aponta para um duelo entre Seguro e um dos três candidatos que o seguem de perto, com a definição dos finalistas ainda incerta.
A volatilidade das últimas semanas, refletida em alterações significativas nas posições dos candidatos, evidencia a dificuldade dos eleitores em consolidar preferências. A diversidade de perfis – desde a experiência política de Seguro, ao perfil técnico de Gouveia e Melo, passando pelo liberalismo de Cotrim de Figueiredo e pelo populismo de Ventura – mantém a corrida presidencial num clima de suspense até ao último momento.
Uma sondagem, todos os dias
A partir de hoje, o 24notícias publica uma sondagem diária baseada no Pulso Eleitoral, uma plataforma desenvolvida pela Deployer.pt que combina Inteligência Artificial, modelação preditiva e simulações estatísticas para estimar as probabilidades de vitória nas eleições presidenciais.
Ao contrário das sondagens tradicionais, que captam apenas um instante no tempo, esta ferramenta funciona como um laboratório contínuo de cenários eleitorais: agrega todas as sondagens publicadas em Portugal, pondera a sua fiabilidade com base na recência, dimensão da amostra e histórico de precisão de cada empresa de sondagens, e cruza esses dados com a análise da cobertura mediática dos candidatos. A partir daí, o sistema corre 50.000 simulações diárias do ato eleitoral, introduzindo pequenas variações realistas, como margens de erro, flutuações de abstenção e transferências de votos de última hora.
O resultado não é uma intenção de voto, mas sim uma probabilidade de vitória, ou seja, a percentagem de vezes que cada candidato venceria se as eleições fossem repetidas milhares de vezes nas condições atuais.
Através de Inteligência Artificial avalia diariamente centenas de notícias e transcrições para medir o volume de atenção mediática de cada candidato e o sentimento da cobertura, positivo, negativo ou neutro, ajustando a tendência de cada candidato antes mesmo de isso aparecer nas sondagens.
Como o modelo é sensível à realidade em tempo real, as probabilidades podem mudar de um dia para o outro, refletindo novos acontecimentos políticos ou sondagens divergentes. Esta sondagem diária não recolhe intenções de voto, não faz entrevistas nem expressa opiniões políticas: é um modelo matemático, neutro e independente, concebido para ajudar a interpretar probabilidades, risco e incerteza no debate eleitoral, oferecendo um retrato dinâmico e atualizado do que poderia acontecer se o país fosse hoje às urnas.
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