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Segundo os subscritores da petição, as ações visam alertar para riscos de segurança interna e apelar a uma resposta humanitária face à perseguição de profissionais de saúde no Irão. As iniciativas surgem na sequência da classificação da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) como organização terrorista pela União Europeia e de relatos de graves violações de direitos humanos pelo regime iraniano.
Entre 31 de janeiro e 1 de fevereiro, foram enviadas cartas e comunicações formais a diferentes entidades, incluindo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE), o Provedor de Justiça, grupos parlamentares da Assembleia da República, eurodeputados portugueses e autoridades de segurança nacionais.
Os cidadãos alertam para situações de coação indireta e abuso consular, questionando a exigência de documentos emitidos pela embaixada iraniana apesar do contexto de repressão interna e sanções internacionais. Foi ainda solicitado um posicionamento da Ordem dos Médicos Portuguesa face à alegada perseguição, detenção e criminalização de médicos e outros profissionais de saúde no Irão, particularmente daqueles que prestaram assistência a manifestantes feridos.
Em comunicado, os signatários sublinham que as iniciativas não têm como objetivo interferir na diplomacia legítima nem hostilizar o povo iraniano, mas garantir que Portugal cumpre os seus deveres em matéria de direitos humanos, segurança interna e ética profissional.
O grupo defende que Portugal não pode ser usado como espaço seguro para práticas coercivas de um regime acusado de crimes contra a humanidade, nem para a atuação de estruturas ligadas à IRGC, classificada pela União Europeia como organização terrorista.
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