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O modelo, baseado em mil cenários Monte Carlo, projeta 57,9% dos votos para o candidato socialista e 34,4% para o líder do Chega, atribuindo uma taxa de vitória de 100% a Seguro e 0% a Ventura. O desvio padrão é de ±0,6% para ambos os candidatos.

A previsão do Pulso Eleitoral indica ainda uma abstenção elevada, estimada em 34,6%. Entre os eleitores de António Filipe e Catarina Martins, os índices de abstenção podem chegar a 41,4% e 39,93%, respetivamente, enquanto os eleitores de João Cotrim de Figueiredo, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes apresentam taxas ligeiramente inferiores, entre 33% e 34,5%.

Na reta final da campanha, ambos os candidatos intensificaram a comunicação com os respetivos eleitorados. António José Seguro tem centrado a mensagem na moderação e na agregação, abordando temas como saúde, juventude, habitação e preparação para crises, e alertando para riscos à democracia caso Ventura vença. Por seu lado, André Ventura mantém o registo crítico, destacando falhas governamentais na gestão da tempestade Kristin durante visitas a quartéis de bombeiros em Braga.

O modelo ABM permite simular padrões de transferência de votos e abstenção entre diferentes perfis de eleitores, mas os analistas alertam que fatores como mobilização de última hora ou acontecimentos imprevistos podem alterar os resultados.

Caso se confirmem as projeções, António José Seguro assumirá a Presidência com uma vitória clara e uma legitimidade reforçada, enquanto Ventura enfrentaria uma derrota significativa, embora a presença do Chega na segunda volta seja vista como consolidação política do partido.

Uma sondagem, todos os dias

O 24notícias publica uma sondagem diária baseada no Pulso Eleitoral, uma plataforma desenvolvida pela Deployer.pt que combina Inteligência Artificial, modelação preditiva e simulações estatísticas para estimar as probabilidades de vitória nas eleições presidenciais.

Na segunda volta, o Pulso Eleitoral regressa com uma atualização importante do seu motor de previsão, centrada na recalibração técnica do modelo e na adaptação do sistema ao novo contexto de confronto direto.

No centro desta evolução está o ABM (Agent-Based Model), ou modelo baseado em agentes, que representa o eleitorado como um conjunto de “agentes” com comportamentos e probabilidades de transição de voto, permitindo simular dinâmicas típicas entre voltas, como redistribuição de intenções, consolidação de preferências e variações de participação. Este ABM é complementado por Inteligência Artificial e por simulações de Monte Carlo, executando milhares de cenários para estimar não apenas um resultado, mas um leque de resultados prováveis, com margens de incerteza e probabilidades associadas.

A recalibração técnica agora aplicada tem um objetivo prático: aprender com o que já aconteceu na primeira volta e ajustar parâmetros do modelo para tornar as projeções da segunda volta mais estáveis, coerentes e sensíveis às condições reais do processo eleitoral.

Desempenho na primeira volta

Na primeira volta, o Pulso Eleitoral registou um desempenho de grande precisão ao acertar em todas as primeiras posições previstas e, com exceção de Manuel João Vieira, ao acertar também na ordem correta do ranking.

O Pulso Eleitoral mantém a atualização contínua das projeções e a publicação transparente de metodologia, acompanhando a evolução do cenário até ao dia de votação.

Na primeira volta, ao contrário das sondagens tradicionais, que captam apenas um instante no tempo, esta ferramenta funcionou como um laboratório contínuo de cenários eleitorais: agregou todas as sondagens publicadas em Portugal, ponderou a sua fiabilidade com base na recência, dimensão da amostra e histórico de precisão de cada empresa de sondagens, e cruzou esses dados com a análise da cobertura mediática dos candidatos. A partir daí, o sistema correu 50.000 simulações diárias do ato eleitoral, introduzindo pequenas variações realistas, como margens de erro, flutuações de abstenção e transferências de votos de última hora.

O resultado não foi uma intenção de voto, mas sim uma probabilidade de vitória, ou seja, a percentagem de vezes que cada candidato venceria se as eleições fossem repetidas milhares de vezes nas condições atuais.

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