Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Bad Bunny e Kendrick Lamar foram os grandes vencedores da 68.ª edição dos Grammy Awards, numa cerimónia que se destacou não só pelo talento musical em exibição, mas também pelas declarações políticas contra a política de imigração de Donald Trump.
Desde Justin Bieber a Carole King, vários artistas utilizaram pins de protesto contra a ICE, enquanto outros aproveitaram os discursos para manifestar solidariedade com comunidades imigrantes, escreve o The Guardian.
O artista porto-riquenho Bad Bunny, que atua no Super Bowl no próximo fim de semana, arrecadou três prémios: Álbum do Ano, Melhor Álbum de Música Urbana e Melhor Performance de Música Global. Com este triunfo, tornou-se o primeiro artista de língua espanhola a vencer o prémio de Álbum do Ano.
No palco, criticou de forma veemente atitudes anti-imigração. “Antes de agradecer a Deus, quero dizer ICE fora. Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas, somos humanos e somos americanos… A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor, por isso precisamos de ser diferentes. Se lutarmos, que seja com amor. Não os odiamos, amamos o nosso povo, amamos as nossas famílias e é assim que deve ser, com amor”.
Já Kendrick Lamar tornou-se o rapper mais premiado na história dos Grammys, ultrapassando o recorde de Jay-Z, ao conquistar cinco prémios, incluindo Canção do Ano com Luther (em colaboração com SZA), Melhor Canção de Rap e Melhor Álbum de Rap.
Com 27 Grammys no total, Lamar destacou a importância da música para expressar sentimentos. “Não sou bom a falar de mim, mas expresso-me através da música.” SZA acrescentou: “Não se deixem cair na desesperança. Precisamos uns dos outros… não somos governados pelo governo, somos governados por Deus.”
Billie Eilish, vencedora da Canção do Ano com Wildflower, também abordou o mesmo tema. Ninguém é ilegal em terras roubadas. É muito difícil saber o que dizer ou fazer neste momento… precisamos de continuar a lutar, a falar e a protestar”.
Olivia Dean recebeu o prémio de Melhor Artista Novo, entregue pela vencedora do ano passado, Chappell Roan. “Estou aqui como neta de um imigrante”, disse, recebendo aplausos. “Sou fruto da coragem e acho que essas pessoas merecem ser celebradas".
No que diz respeito a surpresas da noite, Lola Young venceu na categoria de Performance Solo Pop, batendo Lady Gaga, Justin Bieber e Sabrina Carpenter. Steven Spielberg alcançou o estatuto de Egot — Emmy, Grammy, Óscar e Tony — ao ganhar Melhor Filme Musical com o documentário Music for John Williams.
Entre os nomeados que saíram de mãos vazias estiveram Carpenter, Bieber e Hayley Williams, enquanto Beyoncé, no ano anterior, conquistara o seu primeiro Álbum do Ano.
___
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários