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Um petroleiro foi atacado no Estreito de Ormuz, marcando o primeiro episódio de violência contra uma embarcação naquela via marítima desde o agravamento das tensões regionais, diz a Euronews. O ataque ocorreu durante a manhã deste domingo, ao largo da costa de Musandam.
Segundo o Centro de Segurança Marítima de Omã, o navio, denominado Skylight e a navegar sob bandeira da República de Palau, foi atingido a cerca de 9,26 quilómetros a norte do porto de Khasab. As autoridades indicaram, numa declaração partilhada na rede social X, que estavam a bordo 20 tripulantes — 15 de nacionalidade indiana e cinco de nacionalidade iraniana — todos entretanto retirados em segurança.
Informações preliminares apontam para pelo menos quatro feridos, que foram transferidos para receber tratamento médico. Até ao momento, não foi especificado quem levou a cabo o ataque nem que tipo de engenho atingiu a embarcação.
O incidente surge um dia depois de o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) ter declarado que o Estreito de Ormuz se encontrava encerrado à navegação internacional. No sábado, o IRGC emitiu avisos por rádio afirmando que nenhum navio estaria autorizado a atravessar aquela passagem estratégica.
Apesar de Teerão não ter anunciado formalmente um bloqueio total, as ameaças tiveram impacto imediato. O tráfego marítimo diminuiu drasticamente, com embarcações a aguardar fora do Golfo de Omã ou a inverter o rumo a meio da travessia.
O petroleiro visado encontra-se sob sanções dos Estados Unidos. Paralelamente, as autoridades de Omã informaram que o porto de Duqm foi igualmente alvo de um ataque com recurso a um drone.
Nos mercados internacionais, os contratos futuros de petróleo reabriram este domingo à noite sob especulação generalizada de que o Brent poderá atingir os 100 dólares por barril, valores observados pela última vez após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
Entretanto, oito países da OPEP+, designadamente Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, reuniram-se virtualmente para analisar as condições e perspectivas do mercado.
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