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Em declarações no programa Explicador, do Observador, Rangel assegurou que Portugal não esteve envolvido militarmente no conflito e afirmou de forma categórica que "não houve envolvimento da Base das Lajes" em quaisquer operações relacionadas com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão.
O governante explicou que até sexta-feira vigorava um regime de autorizações anuais permanentes e tácitas para utilização da base pelos EUA, num contexto em que "não havia nenhum conflito". Segundo Rangel, o pedido de "autorização condicional" por parte de Washington só surgiu posteriormente, quando o cenário internacional já se encontrava em rápida evolução.
Rangel sublinhou que o Governo atuou com prudência, esclarecendo que, após o pedido norte-americano, foi feita uma consulta ao Presidente da República e os líderes da oposição foram informados da posição que o executivo tencionava assumir. "O Governo não anda a reboque de todo e qualquer comentário que acontece na rádio, televisão ou blogosfera", afirmou.
No plano diplomático, o ministro revelou que Portugal, em articulação com "Estados amigos da União Europeia" e por iniciativa própria, está a preparar eventuais missões de repatriamento de cidadãos portugueses na região. Algumas dessas operações, admitiu, poderão implicar deslocações por terra até aeroportos com espaço aéreo aberto, desde que existam corredores seguros.
Rangel destacou ainda que a posição portuguesa decorre do "interesse permanente de Portugal", independentemente da administração norte-americana em funções, e criticou o que considera ser uma leitura precipitada da situação por parte da oposição.
Sobre o conflito, o chefe da diplomacia portuguesa condenou a resposta do Irão, afirmando que Teerão "nunca respeitou o direito internacional" e alertando para os riscos associados ao seu programa nuclear. Ainda assim, reiterou que Portugal defende a contenção e o diálogo, sublinhando que o país "não se envolverá no conflito, de forma alguma".
As declarações surgem num momento de forte debate político interno, com a oposição a questionar o papel de Portugal e o uso da Base das Lajes, um tema sensível na relação bilateral com os Estados Unidos e recorrente em contextos de tensão internacional.
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