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Parece um filme que se volta a repetir e faz de 2025 o ano com mais área ardida dos últimos tempos. Desta vez, são dois fogos que consomem a floresta em Pedrógão Grande. As chamas já atingiram o concelho da Sertã, no distrito de Castelo Branco.

A Proteção Civil deu o alerta pelas 14h27 e para o local foram mobilizados mais de 250 operacionais e 12 meios aéreos no combate às chamas, segundo a SIC Notícias.  Às 18h30 já estavam mobilizados mais de 1000 operacionais e 20 meios aéreos.

Como resultado da dimensão do fogo, o trânsito foi cortado no IC8 e na e EN2 na zona. Esttão também a ser evacuadas as localidades de Marroquil, Torneira,  Romão, Agria e Sobreiro.

Em entrevista à Lusa, na SIC, o comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Leiria, Carlos Guerra explicou que os dois incêndios nas freguesias de Pedrógão Grande e da Graça (do concelho de Pedrógão Grande) surgiram com a diferença de cerca de uma hora e muito perto um do outro.

"Nas operações de combate estão todos os meios disponíveis na zona e as dificuldades são acrescidas devido ao vento. O segundo incêndio obrigou-nos a separar os meios no teatro de operações e a reposicioná-los", afirmou o comandante.

Os populares denunciam a falta de limpeza dos terrenos num lugar que, oito anos depois, ainda sofre com a memória dos fogos de 2017. Em entrevista à RTP, um habitante referiu que que os terrenos estão em estado semelhante àquele em que se encontravam na altura dos incêndios, porque mesmo depois de limpos, voltam rapidamente a ter vegetação.

O episódio de Pedrógão Grande, em junho de 2017, permanece como uma das maiores tragédias recentes em Portugal. Os incêndios florestais provocaram a morte de 66 pessoas, ferimentos a dezenas de outras e destruíram milhares de hectares de floresta e habitações. A calamidade expôs fragilidades na gestão de risco e no sistema de emergência nacional, deixando cicatrizes profundas nas comunidades afetadas e reforçando a urgência de políticas eficazes de prevenção e resposta a fogos florestais.