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“Estamos a falar de um momento de crise, temos de ser fortes para ultrapassar esses problemas com muita tranquilidade”, afirmou Gonçalo Lopes, durante uma conferência de imprensa de balanço da situação no distrito, um dos mais afetados pelo temporal.

O autarca sublinhou que o fornecimento de água continua a ser uma das principais preocupações, uma vez que todo o sistema depende da energia elétrica. “Todo o sistema assenta em energia e estamos a recolher um conjunto de geradores para colocar a funcionar”, explicou, acrescentando que persistem problemas no fornecimento de eletricidade em cinco lares do concelho.

Gonçalo Lopes descreveu ainda os extensos danos provocados pelo mau tempo, que originou quedas de árvores, cortes no abastecimento de energia e de água, condicionamentos na circulação rodoviária e perturbações nos transportes. “É um cenário dantesco de pós-catástrofe”, afirmou, defendendo que a declaração do estado de calamidade é essencial para acelerar os mecanismos de resposta e apoio.

O presidente da Câmara manifestou também preocupação com o impacto na economia local, alertando que “muitos estabelecimentos comerciais e industriais foram totalmente destruídos”. Segundo o autarca, já está em curso um levantamento exaustivo dos prejuízos, com vista à ativação de linhas de apoio às populações e às empresas afetadas.

Numa nota recebida pela agência Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil esclarece que, “até ao momento”, estão confirmadas três mortes no concelho de Leiria relacionadas com o mau tempo. Duas ocorreram na localidade de Carvide, uma vítima atingida por uma chapa metálica e outra que ficou presa na estrutura da própria habitação, e a terceira em Fonte Oleiro, onde uma pessoa foi encontrada em paragem cardiorrespiratória numa obra.

Face à gravidade da situação, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria apelou à população para que não saia de casa, sobretudo na zona da cidade, alertando que as ruas estão “praticamente todas intransitáveis”.

O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Leiria foi ativado na sequência dos impactos registados no concelho. Em comunicado, a autarquia informou que a decisão foi tomada “face aos impactos já registados no território”, com prioridade para as infraestruturas mais críticas, que sofreram “danos consideráveis”.

Entre as estruturas afetadas está o quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria, onde os estragos provocaram ferimentos graves num bombeiro, que teve de ser transportado para o hospital, segundo adiantou à agência Lusa o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Luís Lopes.

Durante a madrugada, o Município de Leiria alertou para um “rasto significativo de danos materiais” em várias freguesias do concelho, com estradas cortadas, falhas no abastecimento de energia elétrica e perturbações nas telecomunicações. A autarquia apelou ainda à população para evitar deslocações desnecessárias, permanecer em casa sempre que possível e estar atenta a vizinhos mais vulneráveis.

Foi precisamente pela região de Leiria que a depressão Kristin entrou em Portugal, progredindo depois para o interior do país, nomeadamente para os distritos de Castelo Branco e Guarda, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

A Proteção Civil mantém o estado de prontidão especial de nível 4, o mais elevado, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, estando em vigor avisos meteorológicos vermelhos em toda a costa do continente.

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