Trump continua a querer a Gronelândia, mas a Gronelândia resiste

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No domingo, Donald Trump anunciou a nomeação do governador do estado da Luisiana, Jeff Landry, como enviado especial dos EUA para a Gronelândia. De recordar que o presidente norte-americano tem defendido, em várias ocasiões, que os Estados Unidos precisam de adquirir o território por razões de segurança, não excluindo o recurso à força.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Trump afirmou que Landry compreende “a importância essencial da Gronelândia para a segurança nacional” e que irá promover os interesses norte-americanos “para a segurança e sobrevivência dos aliados e do mundo”. Jeff Landry, antigo procurador-geral estadual e governador desde janeiro de 2024, agradeceu a nomeação, considerando uma honra servir num cargo voluntário para “tornar a Gronelândia parte dos Estados Unidos”.

Quais as reações?

As declarações provocaram indignação em Copenhaga. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, anunciou que iria convocar o embaixador norte-americano para obter explicações, manifestando-se “profundamente perturbado” tanto pela nomeação como pelas palavras de Landry, consideradas “completamente inaceitáveis”. Rasmussen lembrou que, enquanto existir um reino que integra a Dinamarca, as Ilhas Faroé e a Gronelândia, qualquer tentativa de minar a soberania será rejeitada.

A controvérsia gerou também reações a nível europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, reafirmaram que a integridade territorial e a soberania são pilares do direito internacional, essenciais para a União Europeia e para a comunidade internacional. Ambos declararam solidariedade total com a Dinamarca e com o povo da Gronelândia.

A Suécia e a Noruega juntaram-se às críticas. A ministra dos Negócios Estrangeiros sueca, Maria Malmer Stenergard, afirmou que o seu país defenderá sempre o direito internacional, enquanto o seu homólogo norueguês, Espen Barth Eide, declarou apoio absoluto a Copenhaga, considerando evidente que a nomeação de Landry visa tornar a Gronelândia norte-americana.

Hoje, os líderes da Dinamarca e da Gronelândia reagiram com firmeza à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de nomear um enviado especial para a Gronelândia, território autónomo sob soberania dinamarquesa. notícia.

Num comunicado conjunto, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmaram que a soberania dos Estados e a inviolabilidade das fronteiras estão consagradas no direito internacional. “Já o dissemos muito claramente antes. Agora dizemo-lo novamente: não se podem anexar outros países”, sublinharam.

Os dois governantes alertaram para o facto de estarem em causa “princípios fundamentais”, frisando que a Gronelândia pertence aos seus habitantes e não deve ser tomada pelos Estados Unidos. Acrescentaram ainda que esperam “respeito pela integridade territorial comum”.

Desde quando se fala nesta possibilidade?

Trump começou a falar em anexar a Groenlândia em agosto de 2019, durante o seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos. Na altura, mencionou a possibilidade de adquirir o território autónomo da Dinamarca, descrevendo-o como uma opção estratégica e como um “grande negócio imobiliário”.

Na altura, tanto a Dinamarca como a Gronelândia responderam imediatamente que o território não estava à venda e rejeitaram a proposta.

Desde então, a ideia continuou a aparecer de forma intermitente, sobretudo com o regresso de Trump ao poder em 2025, quando voltou a expressar interesse no controlo ou aquisição da ilha por motivos de segurança nacional e geopolítica — uma posição que tem gerado forte oposição diplomática de Dinamarca, Gronelândia e outros países.

Assim, há vários meses que Donald Trump diz que quer assumir o controlo da ilha, o que tem provocado tensões entre os EUA e a Dinamarca.

O presidente dos EUA tem também referido preocupações de segurança, recusando-se a descartar o uso da força para assumir o controlo do território ártico.

Em março, Trump reiterou ainda que os Estados Unidos da América necessitam da Gronelândia para alcançar a "paz mundial", após a chegada do vice-presidente, JD Vance, ao território autónomo dinamarquês.

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