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O candidato do Chega regista 18,3% das intenções de voto e uma probabilidade de vitória de 48,8%, mantendo uma vantagem curta sobre António José Seguro, que surge em segundo lugar com 17,9% e 46,4% de probabilidade de alcançar a Presidência da República.

Os números confirmam um cenário de forte fragmentação eleitoral, com quatro candidatos em empate técnico na frente da corrida. João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, ocupa o terceiro lugar com 14,3%, seguido de perto por Luís Marques Mendes, com 13,9%. Henrique Gouveia e Melo, que chegou a ser apontado como favorito, aparece agora com 12,5%.

Esta dispersão do voto torna praticamente inevitável a realização de uma segunda volta, cenário que não se verificava desde as presidenciais de 1986. Nenhum dos candidatos se aproxima dos 50% necessários para vencer à primeira volta, com as sondagens a colocarem os principais concorrentes num intervalo entre os 15% e os 25%.

A tendência eleitoral indica uma fase ascendente de André Ventura, contrastando com sinais de descida registados por António José Seguro. Esta dinâmica levou setores da esquerda a apelarem ao voto útil, procurando evitar que a segunda volta seja disputada apenas entre candidatos de direita. Nesse contexto, Jorge Pinto, candidato do Livre, que soma 5,4% no Pulso Eleitoral, afirmou “compreender” os eleitores que optem por votar noutra candidatura “que ofereça mais garantias de defesa da Constituição”, numa referência implícita a Seguro.

No penúltimo dia de campanha, os candidatos intensificaram as ações finais. Henrique Gouveia e Melo destacou-se com críticas generalizadas ao sistema político, enquanto André Ventura reforçou a sua imagem de candidato “antissistema” ao receber simbolicamente um presente militar. Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, que regista 6,4%, centrou a sua intervenção na “defesa da democracia”, enquanto António Filipe, do PCP, com 5,1%, rejeitou explicitamente a lógica do voto útil, mantendo a candidatura até ao fim.

Com a campanha a terminar oficialmente à meia-noite desta sexta-feira, tudo indica que a decisão presidencial será adiada para uma segunda volta, a realizar duas semanas após a primeira votação. O cenário mais provável aponta para um confronto entre André Ventura e um candidato do centro ou centro-esquerda, com António José Seguro a surgir como o mais bem posicionado para esse duelo.

Uma sondagem, todos os dias

O 24notícias publica uma sondagem diária baseada no Pulso Eleitoral, uma plataforma desenvolvida pela Deployer.pt que combina Inteligência Artificial, modelação preditiva e simulações estatísticas para estimar as probabilidades de vitória nas eleições presidenciais.

Ao contrário das sondagens tradicionais, que captam apenas um instante no tempo, esta ferramenta funciona como um laboratório contínuo de cenários eleitorais: agrega todas as sondagens publicadas em Portugal, pondera a sua fiabilidade com base na recência, dimensão da amostra e histórico de precisão de cada empresa de sondagens, e cruza esses dados com a análise da cobertura mediática dos candidatos. A partir daí, o sistema corre 50.000 simulações diárias do ato eleitoral, introduzindo pequenas variações realistas, como margens de erro, flutuações de abstenção e transferências de votos de última hora.

O resultado não é uma intenção de voto, mas sim uma probabilidade de vitória, ou seja, a percentagem de vezes que cada candidato venceria se as eleições fossem repetidas milhares de vezes nas condições atuais.

Através de Inteligência Artificial avalia diariamente centenas de notícias e transcrições para medir o volume de atenção mediática de cada candidato e o sentimento da cobertura, positivo, negativo ou neutro, ajustando a tendência de cada candidato antes mesmo de isso aparecer nas sondagens.

Como o modelo é sensível à realidade em tempo real, as probabilidades podem mudar de um dia para o outro, refletindo novos acontecimentos políticos ou sondagens divergentes. Esta sondagem diária não recolhe intenções de voto, não faz entrevistas nem expressa opiniões políticas: é um modelo matemático, neutro e independente, concebido para ajudar a interpretar probabilidades, risco e incerteza no debate eleitoral, oferecendo um retrato dinâmico e atualizado do que poderia acontecer se o país fosse hoje às urnas.

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