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A simulação do Pulso Eleitoral aponta para uma diferença de 23,5 pontos percentuais entre os dois candidatos e estima uma taxa de abstenção de 34,9%.
De acordo com os resultados divulgados, o modelo apresenta um nível de confiança de 100%, após a realização de mil simulações Monte Carlo. António José Seguro vence em todos os cenários testados, com um desvio padrão de ±0,6%, enquanto André Ventura não obtém qualquer vitória nas simulações realizadas.
A análise indica que a transferência de votos dos candidatos eliminados na primeira volta favorece de forma consistente o ex-secretário-geral do PS. O baixo desvio padrão registado sugere estabilidade nas tendências eleitorais a poucos dias da votação.
A abstenção surge como um dos principais fatores identificados pelo modelo. Entre os eleitores de António Filipe, a probabilidade de não participação é estimada em 42,08%, seguindo-se os apoiantes de Catarina Martins, com 40,22%. Também entre eleitores de outros candidatos se verificam valores elevados de abstenção: 34,8% no caso de Luís Marques Mendes, 34,32% entre os apoiantes de Henrique Gouveia e Melo e 34,01% entre os de João Cotrim de Figueiredo.
O estudo aponta ainda para dificuldades de mobilização eleitoral na segunda volta, sobretudo entre os eleitores de centro-esquerda e centro.
A divulgação da previsão ocorre num contexto de maior confronto na campanha. António José Seguro intensificou o discurso crítico em relação ao adversário, enquanto André Ventura optou por não fazer apelos diretos ao voto durante uma visita às zonas afetadas pelo mau tempo, afirmando que a sua campanha “já deu frutos”.
Segundo o modelo ABM, a incapacidade de André Ventura em captar eleitores de centro e centro-direita, aliada a uma mobilização parcial do eleitorado de esquerda a favor de Seguro, explica a margem prevista. A elevada abstenção estimada poderá, no entanto, introduzir incerteza caso ocorram mobilizações de última hora ou eventos externos.
Uma sondagem, todos os dias
O 24notícias publica uma sondagem diária baseada no Pulso Eleitoral, uma plataforma desenvolvida pela Deployer.pt que combina Inteligência Artificial, modelação preditiva e simulações estatísticas para estimar as probabilidades de vitória nas eleições presidenciais.
Na segunda volta, o Pulso Eleitoral regressa com uma atualização importante do seu motor de previsão, centrada na recalibração técnica do modelo e na adaptação do sistema ao novo contexto de confronto direto.
No centro desta evolução está o ABM (Agent-Based Model), ou modelo baseado em agentes, que representa o eleitorado como um conjunto de “agentes” com comportamentos e probabilidades de transição de voto, permitindo simular dinâmicas típicas entre voltas, como redistribuição de intenções, consolidação de preferências e variações de participação. Este ABM é complementado por Inteligência Artificial e por simulações de Monte Carlo, executando milhares de cenários para estimar não apenas um resultado, mas um leque de resultados prováveis, com margens de incerteza e probabilidades associadas.
A recalibração técnica agora aplicada tem um objetivo prático: aprender com o que já aconteceu na primeira volta e ajustar parâmetros do modelo para tornar as projeções da segunda volta mais estáveis, coerentes e sensíveis às condições reais do processo eleitoral.
Desempenho na primeira volta
Na primeira volta, o Pulso Eleitoral registou um desempenho de grande precisão ao acertar em todas as primeiras posições previstas e, com exceção de Manuel João Vieira, ao acertar também na ordem correta do ranking.
O Pulso Eleitoral mantém a atualização contínua das projeções e a publicação transparente de metodologia, acompanhando a evolução do cenário até ao dia de votação.
Na primeira volta, ao contrário das sondagens tradicionais, que captam apenas um instante no tempo, esta ferramenta funcionou como um laboratório contínuo de cenários eleitorais: agregou todas as sondagens publicadas em Portugal, ponderou a sua fiabilidade com base na recência, dimensão da amostra e histórico de precisão de cada empresa de sondagens, e cruzou esses dados com a análise da cobertura mediática dos candidatos. A partir daí, o sistema correu 50.000 simulações diárias do ato eleitoral, introduzindo pequenas variações realistas, como margens de erro, flutuações de abstenção e transferências de votos de última hora.
O resultado não foi uma intenção de voto, mas sim uma probabilidade de vitória, ou seja, a percentagem de vezes que cada candidato venceria se as eleições fossem repetidas milhares de vezes nas condições atuais.
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