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O ataque ocorreu na mesquita Khadija al-Kubra, numa altura em que o local se encontrava repleto de fiéis. Segundo a polícia, cita o The Guardian, há receios de que o número de vítimas mortais venha a aumentar, uma vez que vários dos feridos se encontram em estado gravev.
Hussain Shah, um dos sobreviventes, contou ao jornal britânico, que se encontrava a rezar no pátio do edifício quando ouviu uma explosão súbita. “Percebi imediatamente que tinha acontecido um grande ataque”, afirmou.
Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a autoria da explosão. No entanto, as suspeitas recaem sobre grupos militantes como os talibãs paquistaneses ou o Estado Islâmico, organizações que no passado já foram responsabilizadas por ataques contra a comunidade xiita — uma minoria religiosa no país.
Embora ataques desta dimensão não sejam frequentes em Islamabad, o Paquistão tem registado um aumento da violência militante nos últimos meses. As autoridades atribuem esta escalada sobretudo a grupos separatistas balúchis (povo iraniano que ocupa a área dividida entre Irão, Paquistão e Afeganistão) e ao Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), organização distinta, mas aliada dos talibãs afegãos. Estes grupos têm visado regularmente forças de segurança e civis em várias regiões do país.
O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, condenaram o ataque em declarações separadas, expressando condolências às famílias das vítimas. Ambos ordenaram ainda que fosse prestada toda a assistência médica possível aos feridos.
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