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O apelo surge após declarações do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, em entrevistas ao Público e à Renascença, em que adiantou que está nos planos do Governo, ainda este ano, a criação de um fundo de catástrofes, capitalizado inicialmente com seguros de imóveis e equipamentos, e posteriormente com resseguro.

A APS saudou a iniciativa, sublinhando que nos últimos 20 anos, o setor segurador português pagou mais de mil milhões de euros em indemnizações associadas a eventos climáticos extremos, sendo que mais de 60% desse valor ocorreu na última década. Entre os eventos com maiores prejuízos estão os incêndios de outubro de 2017 (226 milhões de euros), a tempestade Leslie em outubro de 2018 (101 milhões) e a tempestade Martinho, em março de 2025 (62 milhões).

A associação destacou ainda a disponibilidade total das seguradoras para colaborar com o Estado e entidades competentes na definição de um modelo nacional de proteção robusto e sustentável, assente em solidariedade, prevenção e partilha de riscos, à semelhança do que já existe na maioria dos países europeus.

Apesar de os danos provocados pela depressão Kristin ainda estarem a ser avaliados, as seguradoras já avançaram com pagamentos de sinistros, sobretudo de menor dimensão.

Desde a passagem das depressões Kristin e Leonardo, 13 pessoas morreram em Portugal, centenas ficaram feridas e desalojadas, e os temporais provocaram destruição parcial ou total de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores, corte de energia, água e comunicações, encerramento de estradas e serviços públicos.

As regiões mais afetadas são Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, e o Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, com medidas de apoio avaliadas em até 2,5 mil milhões de euros.

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