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O anticiclone dos Açores vai ter influência no tempo em Portugal nos próximos dias, mas essa influência não é instantânea nem total: está gradualmente a tornar-se mais relevante à medida que se avança para o fim de semana.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a circulação atmosférica nos próximos dias ainda está dominada por sistemas frontais e depressões atlânticas que vão trazer períodos de chuva, vento forte e agitação marítima sobretudo até sexta-feira, com avisos meteorológicos em vigor para várias regiões do continente.
Estes sistemas atrasam o estabelecimento completo do anticiclone nos níveis mais baixos da atmosfera, mantendo chuva e instabilidade no início da semana.
Qual a influência do anticiclone dos Açores?
A partir de 16 de fevereiro, observa-se o fortalecimento e o deslocamento do anticiclone dos Açores para latitudes mais a norte e mais próximas da Península Ibérica, o que tende a:
- Bloquear ou desviar frentes atlânticas para norte;
- Aumentar a estabilidade atmosférica, com mais dias secos e menos precipitação;
- Reduzir a frequência de chuva frontal em Portugal continental.
Mesmo assim, quais os cuidados a ter nas próximas horas?
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou esta quinta-feira para a possibilidade de chuva forte ao final do dia de hoje e durante o dia de amanhã nas regiões de Lisboa, do Oeste e da península de Setúbal, com risco acrescido de cheias rápidas.
O principal perigo não está associado às cheias lentas que afetam outras zonas do país, mas sim a fenómenos de rápida evolução, com impacto direto na vida das populações.
Nesse sentido, a Proteção Civil recomenda a desobstrução de sistemas de escoamento de águas pluviais, a fixação de objetos soltos e a atenção redobrada à informação meteorológica e aos avisos das autoridades.
Para quem vive nas zonas urbanas mais afetadas pelas chuvas e nas zonas ribeirinhas, mantém-se a ameaça da subida dos caudais. Por isso, as autoridades recomendam que se feche portas, janelas, as torneiras do gás e se desligue a eletricidade. A população deve manter-se nos andares superiores, sempre que possível, ou em pontos altos, e afastar equipamentos elétricos.
Caso seja necessário abandonar as habitações, cada pessoa deve fazer-se acompanhar dos bens essenciais, nomeadamente dos medicamentos.
Já quem estiver a conduzir não deve atravessar estradas inundadas, mas sim parar num local seguro e elevado, longe das vias de água, e evitar túneis e passagens inferiores.
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