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O amivantamab, administrado através de uma injeção subcutânea, é uma terapia “tripla” que atua de três formas: bloqueia duas vias essenciais ao crescimento do cancro — EGFR e MET — e estimula o sistema imunitário a atacar as células tumorais.

Nos testes, que envolveram 86 doentes de 11 países, todos com cancro recorrente ou metastático que não respondeu a imunoterapia nem a quimioterapia, 76% viram os tumores encolher ou deixar de crescer. A resposta média ocorreu em seis semanas, e os efeitos secundários foram geralmente ligeiros ou moderados.

O professor Kevin Harrington, do Instituto de Investigação do Cancro de Londres, afirmou ao The Guardian que os resultados “podem representar uma mudança significativa na forma como tratamos o cancro da cabeça e do pescoço, não só pela eficácia, mas também pela facilidade de administração”, já que o tratamento pode vir a ser feito em clínicas ambulatórias ou até em casa.

O ensaio clínico, designado Orig-AMI 4 e financiado pela farmacêutica Janssen, mostrou ainda que a sobrevivência média sem progressão dos doentes tratados apenas com amivantamab foi de 6,8 meses.

Um dos participantes, Carl Walsh, de 59 anos, doente com cancro da língua, relatou melhorias notáveis: “Antes não conseguia falar nem comer bem, mas o inchaço diminuiu e já não tenho tantas dores. Às vezes até me esqueço que tenho cancro.”

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