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O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, reconheceu pela primeira vez que milhares de cidadãos foram mortos durante a repressão às manifestações que se espalharam pelo Irão nas últimas semanas, diz a BBC.
No discurso proferido este sábado, Khamenei afirmou que muitas dessas mortes ocorreram “de forma desumana e selvagem”, marcando uma mudança significativa no discurso oficial das autoridades iranianas, que até agora evitavam reconhecer a dimensão da violência.
Segundo a Agência de Notícias de Ativistas dos Direitos Humanos do Irão (HRANA), sediada nos Estados Unidos, pelo menos 3.090 pessoas terão sido mortas na sequência da resposta violenta das forças de segurança. Alguns grupos de ativistas apontam para números ainda mais elevados. A confirmação independente dos dados tem sido difícil devido a um apagão quase total da internet e das comunicações no país.
No mesmo discurso, Khamenei atribuiu a responsabilidade pelas mortes aos Estados Unidos, acusando Washington de instigar a instabilidade interna. As declarações surgem num contexto de crescente tensão entre Teerão e a administração norte-americana. Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, apelou aos manifestantes iranianos para continuarem a protestar e ameaçou uma intervenção militar caso as forças de segurança iranianas continuassem a matar civis.
Os protestos tiveram início a 28 de dezembro, motivados inicialmente por dificuldades económicas, mas rapidamente evoluíram para palavras de ordem exigindo o fim do regime liderado pelo ayatollah. O governo iraniano tem descrito as manifestações como “motins” apoiados por inimigos externos do país, uma narrativa repetida por várias figuras do regime.
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