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O estudo analisou oito casos de Candida auris identificados em 2023 num hospital da região Norte. Foram registadas três mortes e nenhuma esteve exclusivamente ligada ao fungo, mas sim a comorbilidades severas dos doentes.
O microrganismo, uma levedura, coloniza a pele e pode provocar infeções invasivas em doentes com fatores de risco, como doenças graves, tratamentos invasivos, ou uso de antibióticos e imunossupressores.
Não é transmitido pelo ar, mas sim por contacto direto entre doentes, profissionais de saúde, ou com superfícies e equipamentos contaminados. Pelas suas características, há facilidade de transmissão em unidades hospitalares e tem resistência a múltiplos antifúngicos.
Este fungo foi identificado pela primeira vez em 2009, no Japão e, desde então, têm surgido infeções noutros países.
Segundo informação divulgada pela CUF, "o fungo Candida auris apresenta caráter invasivo, podendo entrar na corrente sanguínea e causar infeções graves, por exemplo, no sangue, em feridas, ouvidos ou até no coração e cérebro".
A infeção é diagnosticada através de uma colheita de sangue ou de outros fluidos corporais e "a maioria das infeções provocadas por Candida auris são tratadas com uma classe específica de medicamentos antifúngicos: as enquinocandinas".
"Contudo, existem casos em que esta infeção é resistente e não responde de forma positiva à sua administração, tornando-se difícil de tratar. Deste modo, torna-se muitas vezes necessária a toma de múltiplas classes de antifúngicos em doses elevadas para tratar a infeção", é explicado.
De realçar que o fungo é encontrado "sobretudo em ambiente hospitalar ou noutras unidades que prestam cuidados de saúde (como os lares) e o contágio pode dar-se através do contacto com superfícies ou objetos contaminados (onde o fungo pode sobreviver durante semanas) ou de pessoa para pessoa, incluindo aquelas que não apresentam sintomas".
"Para evitar a propagação desta infeção, é importante fazer uma correta higiene das mãos, lavando-as com água e sabonete ou com um desinfetante à base álcool. A lavagem cuidadosa das mãos é especialmente importante antes e depois de visitar uma unidade de cuidados de saúde e quando há contacto com paciente que suspeite estar infetado", pode ainda ler-se.
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